quinta-feira, 30 de julho de 2009
MATOPIBA
Mato Grosso, Tocantins, Piauí e Bahia. São os estados formadores da região produtora de grãos batizada como MATOPIBA que já é visitada há dois anos pela Expedição Safra, projeto do grupo de comunicação RPC. O projeto para a safra 2009/2010 nos foi apresentado ontem pelo jornalista responsável pelo projeto, Giovani Ferreira. Segundo Giovani, a expedição este ano contará inclusive com o acompanhamento do próprio Ministério da Agricultura , que reconhece a qualidade e o valor das informações que estão sendo geradas pelo projeto. Já somos parceiros há dois anos e o encerramento da expedição 2009/2010 será novamente na Rural, durante a exposição.
A Expedição 2009/2010
A expedição safra 2009/2010 pretende percorrer 60 000 Km entre setembro deste ano e março do próximo ao longo de quatro paízes: Brasil, Argentina, Paraguai e EUA. Durante o percurso, será feita a verificação de como está caminhando a safra de grãos nas principais regiões produtoras, avaliando desempenho, área utilizada, evolução do clima etc... Informação é insumo básico na produção agropecuária.
Expedição safra 2008/2009
A expedição Safra 2008/2009, trabalho conduzido pelo Núcleo de Agronegócio da RPC, teve seu encerramento pelo segundo ano consecutivo durante a ExpoLondrina. Trata-se de um belíssimo trabalho conduzido pelo editor do caderno Caminhos do Campo do Jornal Gazeta do Povo, nosso amigo Giovani, que tem levantado informações muito importantes à respeito da safra de grãos brasileira e, agora também, norte americana.
terça-feira, 28 de julho de 2009
Paint Horse não é coisa de índio
Recebemos, ontem, o presidente da ABCPaint, o sr Orlando Lamônica Junior. Estamos tentando viabilizar uma exposição nacional da raça já agora no 4º Rural TecnoShow. Aproveitamos a ocasião para entendermos melhor a origem do Paint Horse. Segundo Lamônica, enquanto o cavalo Apaloosa tem sua origem no cavalo Mustangue selvagem utilizado pelos indígenas norte-americanos da região do rio apaloosa, o Paint Horse é originário da seleção do quarto de milha, que utilizava os mesmos critérios raciais de pelagem do Puro Sangue Inglês. Isto significa que animais manchados eram desclassificados da seleção e relegados ao serviço nas fazendas. Muitos eram, inclusive, sacrificados por não poderem ser registrados no serviço genelógico da raça. Ainda segundo o presidente da ABCPaint, as esposas dos rancheiros norte-americanos recusavam-se a sacrificar os potros de pelagem manchada e elas próprias acabaram por criar a seleção do cavalo Paint Horse, apresentando a raça em rodeios, disputando provas e fundando uma associação. Resumidamente e aproximadamente é isso.
segunda-feira, 27 de julho de 2009
Segunda-Feira
Segunda-feira é sempre movimentada. É quando procuramos agendar reuniões que nos são solicitadas e também é dia de reunião de diretoria. Como sempre, a reunião da diretoria foi bastante podutiva. Entre outras definições, aprovamos a locação da Praça da Alimentação Mario Pereira para dois eventos: um show com o Hugo Pena e Gabriel e o Londrina Matsuri 2009.
Praça Mário Pereira
A Praça Mário Pereira foi revitalizada este ano. Para quem não sabe onde é , trata-se daquele espaço onde , durante a Expo 2009, foi instalado o Palco 2. Tanto as apresentações do FILO , assim como da Orquestra Sinfônica e muitas outras atrações ocorreram neste espaço que ganhou movimento e valor durante a exposição. O que não imaginávamos é que pudesse despertar interesse de utilização em outras ocasiões , como para um show como o do Hugo Pena e Gabriel ou do próprio Londrina Matsuri.
O importante é competir
A Rural disputa com frequência eventos para serem realizados no Parque Ney Braga. Alguns conseguimos atrair para cá , outros acabam optando por outras localidades. Agora, nosso grande parceiro nestas candidaturas tem sido o Londrina Convention Bureau que prospecta eventos para Londrina e,durante o processo , apresenta a infra-estrutura geral de eventos da cidade aos organizadores. Assim, nossos hotéis são visitados , o aeroporto , o Centro de Eventos e , também , nosso Parque Ney Braga. Foi assim que captamos o Zootec 2007, Congresso Brasileiro de Zootecnia , que ganhou o prêmio de melhor congresso técnico daquele ano.
Congresso Mundial de Citricultura
Hoje apresentamos o Parque Ney Braga a uma comissão composta por representantes do Londrina Covention Bureau , do Iapar , da Indústria Cítrica e do setor de turismo de eventos com o objetivo de abrigar em 2016 o Congresso Mundial de Citricultura. Trata-se do meis importante evento mundial do setor e nossa disputa é com Buenos Aires o que , convenhamos , não torna nossa candidatura favorita.
Reprentação sobre o desperdício junto ao MP
"Apresento esta representação em razão da não destinação para finalidade pública, pór não ter sido realizada a Reforma Agrária , nem dada a propriedde destinação alguma que resultasse em benefício público..." Este é o começo da representação que o produtor José Novaes Faraco protocolou junto ao Ministério Público Federal de Londrina . Segundo Faraco , que nos trouxe uma cópia do documento , trata-se de uma representação sobre " o maior desperdício de recursos financeiros pelo Governo Federal já havido na história da República do Brasil".Vamos dar uma boa lida e entender porque o José Faraco critica tão duramente a desapropriação da antiga Fazenda Decolores, localizada em Ortigueira , que foi desapropriada para fins de Reforma Agrária.
Censo 2010
O IBGE irá resalizar um novo censo demográfico em 2010.A Rural foi convidada a participar de uma das Comissões Censuitárias Estaduais que tem como objetivo constituir-se em um "ponto de convergênca e irradiação de ações" para auxiliar na execução do processo. A primeira reunião será amanhã.
sexta-feira, 24 de julho de 2009
Palestra
Fui convidado , e aceitei, a proferir palestra durante o II Seminário de Segurança Alimentar , evento técnico científico que será realizado no dia 06/08/09, em Curitiba. O tema: Ética Aplicada à Produção de Alimentos no Brasil e no Mundo.
Já não sou calouro
Já proferi algumas palestras . Tenho sido convidado para este tipo de evento como Presidente da Rural e, confesso,acho bem desafiador.Tento caprichar.
A Melhor Palestra
Entre todas as ocasiões , a que considero como a mais bacana ocorreu há dois anos , na ADESG. Era uma turma do MBA e a minha palestra não foi lá grande coisa ,mas o debate posterior foi muito interessante.Debatemos sobre transgênicos, endividamento agrícola,invasão de terras , etanol etc... Gostei porque os questionamentos não foram superficiais, o pessoal realmente era de alto nível: aprendi muito.
A Pior...
Foi em Maringá.Fui convidado a proferir uma palestra sobre organização de eventos para cerca de 400 alunos em uma Universidade . Até aí , tudo bem. Entretanto,o compromisso foi em uma sexta-feira à noite e todos estavam lá obrigados:valia nota a presença na palestra!Olhava para a platéia e, sinceramente, nunca havia visto tanta gente tão desesperada para ir embora. Fui solidário com a a rapaziada e encurtei a conversa.
Reunião na ANEL
Hoje à noite tem reunião na ANEL entre os promotores de leilão da raça Nelore durante o IV Rural Tecno Show. A idéia é fechar a agenda de leilões para que todos possam se dedicar a cada um dos eventos, já com a data definida e com uma estratégia conjunta.
quinta-feira, 23 de julho de 2009
Paint-Horse é Coisa de Índio?
O Diretor de atividades equestres Ilson Romanelli agendou para segunda-feira a visita do Presidente da ABCPaint, a associação brasileira dos criadores de cavalo da raça Paint-Horse. Está tentando viabilizar uma programação da raça durante o IV Rural Tecnoshow. Vamos fazer força para viabilizar. Não tenho certeza, mas será que o Paint também tem sua origem, real ou folclórica, na seleção de cavalos indígenas norte-americanos, como o Apalooza? Realmente não sei, segunda eu confiro.
Índio não quer apito
Recebemos ,hoje, o pessoal da Associação dos Proprietários e Possuidores da Imóveis Rurais da Coloônia "G". É a associação dos produtores do entorno da reserva indígena do Apucaraninha e que está se tornando sócia da Rural. Conversamos bastante e ficou claro que os índios querem muito mais que um apito.
quarta-feira, 22 de julho de 2009
Texto do Agrorede
O texto abaixo foi publicado na última edição do Jornal Agrorede, especializado no tema agropecuário. O periódico é muito bom , tanto em conteúdo quanto na apresentação. O Jornalista responsável é o Olavo que já foi , inclusive , assessor de imprensa da Rural .
"O agricultor e a produção de alimentos sustentável"
Recentemente a FAO, Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura, anunciou que já existem um bilhão de pessoas sofrendo de desnutrição em nosso planeta. No ano passado, agravando esta situação, presenciamos um importante aumento no custo dos gêneros alimentícios, mas ao contrário de outras ocasiões em que o aumento dos preços agrícolas se deu por quebras de safra, dessa vez tal fato ocorreu em um ano de safras mundialmente abundantes. Aliás, em sete dos últimos nove anos o mundo produziu menos cereais do que consumiu e chegamos em 2007 a ficar com os estoques reguladores mundiais limitados a apenas 61 dias de consumo. Isto ocorreu pelo aumento da população mundial. Mesmo agora, com a grande crise econômica mundial, os preços agrícolas continuam perto de seus preços máximos e estima-se que as mudanças climáticas possam em curto prazo contribuir para a redução de nossas safras futuras abrindo-se a perspectiva de uma crise alimentar perene. Este é o cenário no qual o agricultor deverá atuar: um mundo cada vez mais quente, populoso e faminto.
A correlação entre a população mundial e a produção de alimentos foi abordada por Thomas Malthus já no século XVIII. Ele acreditava que a população cresceria de maneira geométrica, dobrando a cada vinte e cinco anos, enquanto a produção de alimentos aumentaria de forma aritmética, mais vagarosamente, o que acarretaria em uma limitação ao crescimento da população por falta de alimento disponível. Isso, segundo ele, acarretaria em um controle da população, fosse de forma voluntária ou de maneira involuntária, através da fome, das guerras ou das grandes epidemias. Na verdade, ele afirmava categoricamente que, de uma forma ou de outra, a população mundial forçosamente se adequaria às disponibilidades alimentares. Apesar da lógica de seu enunciado, os ganhos advindos da revolução industrial e os espetaculares aumentos de produtividade oriundos do aperfeiçoamento dos métodos de cultivo fizeram com que a “profecia malthusiana“ ficasse desprestigiada por um longo período.
Entretanto, isso não significa que o planeta tenha conseguido atender a exigência por alimentos ao redor do globo com eficiência ao longo de todo esse período. Estima-se que na década de quarenta quatro milhões de pessoas tenham morrido de fome na Índia em um episódio que ficou conhecido como a “fome de Bengala”. A solução encontrada então, e que explica a eficiência na ampliação da oferta de alimentos até o final da década de noventa, foi conseqüência do pacote tecnológico constituído essencialmente por variedades melhoradas, pesticidas químicos, fertilizantes e irrigação. Trata-se da solução que transformou o meio-oeste americano na grande região produtora de grãos do mundo. A disseminação dessa nova maneira de se praticar agricultura foi difundida durante as décadas de sessenta e setenta e ficou conhecida como a revolução verde. Produziu resultados tão extraordinários que renderam ao especialista americano em agricultura Normam Bourlaug, principal disseminador desta prática agrícola baseada na monocultura industrial, o prêmio Nobel da Paz de 1970.
Infelizmente, em algumas regiões este modelo parece ter se esgotado, pois a produtividade encontra-se estagnada desde a década de noventa. Lençóis freáticos reduzidos pela excessiva utilização da irrigação, assim como a salinização de áreas de cultivo sugerem que o modelo pode ter limitações de sustentabilidade a médio prazo. Além disso, este modelo criou ao redor do mundo uma evidente dependência dos agricultores junto aos fornecedores de fertilizantes químicos e pesticidas que invariavelmente avançaram na participação da renda da produção agropecuária: como resultado, o fenômeno do endividamento agrícola é tão comum no Brasil quanto na Índia. Muitos acreditam que a reversão deste possível esgotamento do referido modelo agrícola esteja no aperfeiçoamento do pacote tecnológico atual com a evolução da utilização da ciência genética, a transgenia, e o aprimoramento nos mecanismos de irrigação. Entretanto, a engenharia genética atual ainda não conseguiu concretizar, por exemplo, a libertação de nossa agricultura da grande dependência hídrica natural ou irrigada e dos fertilizantes químicos.
Ao longo dos últimos seis anos, cerca de quatrocentos especialistas liderados pela FAO estudaram a crise mundial de alimentos e chegaram à conclusão de que o aumento na produção agrícola nos últimos trinta anos, que de fato ocorreu, falhou em melhorar o acesso aos alimentos pelas populações pobres do planeta. Como conseqüência, o estudo sugeriu uma mudança na forma de se praticar a agricultura, incorporando-se práticas sustentáveis e ecologicamente comprometidas, beneficiando pequenos agricultores, cerca de 900 milhões ao redor do mundo, não se limitando à agricultura empresarial. Pode-se chamar isto de Agroecologia, uma agricultura que leva em consideração não apenas a produtividade, mas também o impacto ambiental e social. Argumenta-se que cultivos em pequena escala e a diversificação de culturas seriam capazes de produzir mais alimentos e com muito menos exigência de adubos químicos, especialmente os derivados do petróleo. Estes seriam substituídos paulatinamente pelo uso da compostagem, aumentando a matéria orgânica no solo e capturando carbono da atmosfera, colaborando no combate às alterações climáticas.
É muito provável que não haja nenhum tipo de conflito entre a agricultura empresarial e a agroecologia como estratégias de enfrentamento ao desafio de se ampliar a produção de alimentos. Aliás, o crescimento da população necessariamente exigirá que de uma maneira, de outra, ou ainda, de forma associada, novos recordes de produção sejam alcançados. Mas é evidente que a disponibilidade de recursos naturais é finita e o princípio da sustentabilidade necessariamente deverá ser cada vez mais aplicado em qualquer prática agrícola. A preservação de nossos recursos hídricos através de sua utilização racional e a busca por tecnologias que diminuam a dependência por fertilizantes químicos, especialmente os derivados de combustíveis fósseis, necessariamente farão parte da agricultura contemporânea assim como a conscientização de que população, produção e exploração não poderão continuar a crescer indefinidamente. Evoluindo nossas práticas agrícolas, incorporando novas tecnologias e, de forma definitiva, o conceito da sustentabilidade, certamente poderemos relegar ao esquecimento por mais alguns séculos a famosa profecia, também conhecida como a “Maldição Malthusiana”.
Alexandre Kireeff, com informações da National Geographic
A correlação entre a população mundial e a produção de alimentos foi abordada por Thomas Malthus já no século XVIII. Ele acreditava que a população cresceria de maneira geométrica, dobrando a cada vinte e cinco anos, enquanto a produção de alimentos aumentaria de forma aritmética, mais vagarosamente, o que acarretaria em uma limitação ao crescimento da população por falta de alimento disponível. Isso, segundo ele, acarretaria em um controle da população, fosse de forma voluntária ou de maneira involuntária, através da fome, das guerras ou das grandes epidemias. Na verdade, ele afirmava categoricamente que, de uma forma ou de outra, a população mundial forçosamente se adequaria às disponibilidades alimentares. Apesar da lógica de seu enunciado, os ganhos advindos da revolução industrial e os espetaculares aumentos de produtividade oriundos do aperfeiçoamento dos métodos de cultivo fizeram com que a “profecia malthusiana“ ficasse desprestigiada por um longo período.
Entretanto, isso não significa que o planeta tenha conseguido atender a exigência por alimentos ao redor do globo com eficiência ao longo de todo esse período. Estima-se que na década de quarenta quatro milhões de pessoas tenham morrido de fome na Índia em um episódio que ficou conhecido como a “fome de Bengala”. A solução encontrada então, e que explica a eficiência na ampliação da oferta de alimentos até o final da década de noventa, foi conseqüência do pacote tecnológico constituído essencialmente por variedades melhoradas, pesticidas químicos, fertilizantes e irrigação. Trata-se da solução que transformou o meio-oeste americano na grande região produtora de grãos do mundo. A disseminação dessa nova maneira de se praticar agricultura foi difundida durante as décadas de sessenta e setenta e ficou conhecida como a revolução verde. Produziu resultados tão extraordinários que renderam ao especialista americano em agricultura Normam Bourlaug, principal disseminador desta prática agrícola baseada na monocultura industrial, o prêmio Nobel da Paz de 1970.
Infelizmente, em algumas regiões este modelo parece ter se esgotado, pois a produtividade encontra-se estagnada desde a década de noventa. Lençóis freáticos reduzidos pela excessiva utilização da irrigação, assim como a salinização de áreas de cultivo sugerem que o modelo pode ter limitações de sustentabilidade a médio prazo. Além disso, este modelo criou ao redor do mundo uma evidente dependência dos agricultores junto aos fornecedores de fertilizantes químicos e pesticidas que invariavelmente avançaram na participação da renda da produção agropecuária: como resultado, o fenômeno do endividamento agrícola é tão comum no Brasil quanto na Índia. Muitos acreditam que a reversão deste possível esgotamento do referido modelo agrícola esteja no aperfeiçoamento do pacote tecnológico atual com a evolução da utilização da ciência genética, a transgenia, e o aprimoramento nos mecanismos de irrigação. Entretanto, a engenharia genética atual ainda não conseguiu concretizar, por exemplo, a libertação de nossa agricultura da grande dependência hídrica natural ou irrigada e dos fertilizantes químicos.
Ao longo dos últimos seis anos, cerca de quatrocentos especialistas liderados pela FAO estudaram a crise mundial de alimentos e chegaram à conclusão de que o aumento na produção agrícola nos últimos trinta anos, que de fato ocorreu, falhou em melhorar o acesso aos alimentos pelas populações pobres do planeta. Como conseqüência, o estudo sugeriu uma mudança na forma de se praticar a agricultura, incorporando-se práticas sustentáveis e ecologicamente comprometidas, beneficiando pequenos agricultores, cerca de 900 milhões ao redor do mundo, não se limitando à agricultura empresarial. Pode-se chamar isto de Agroecologia, uma agricultura que leva em consideração não apenas a produtividade, mas também o impacto ambiental e social. Argumenta-se que cultivos em pequena escala e a diversificação de culturas seriam capazes de produzir mais alimentos e com muito menos exigência de adubos químicos, especialmente os derivados do petróleo. Estes seriam substituídos paulatinamente pelo uso da compostagem, aumentando a matéria orgânica no solo e capturando carbono da atmosfera, colaborando no combate às alterações climáticas.
É muito provável que não haja nenhum tipo de conflito entre a agricultura empresarial e a agroecologia como estratégias de enfrentamento ao desafio de se ampliar a produção de alimentos. Aliás, o crescimento da população necessariamente exigirá que de uma maneira, de outra, ou ainda, de forma associada, novos recordes de produção sejam alcançados. Mas é evidente que a disponibilidade de recursos naturais é finita e o princípio da sustentabilidade necessariamente deverá ser cada vez mais aplicado em qualquer prática agrícola. A preservação de nossos recursos hídricos através de sua utilização racional e a busca por tecnologias que diminuam a dependência por fertilizantes químicos, especialmente os derivados de combustíveis fósseis, necessariamente farão parte da agricultura contemporânea assim como a conscientização de que população, produção e exploração não poderão continuar a crescer indefinidamente. Evoluindo nossas práticas agrícolas, incorporando novas tecnologias e, de forma definitiva, o conceito da sustentabilidade, certamente poderemos relegar ao esquecimento por mais alguns séculos a famosa profecia, também conhecida como a “Maldição Malthusiana”.
Alexandre Kireeff, com informações da National Geographic
Diversificação
O sócio da Rural , Mauro Borsalli, nos convida para o lançamento do novo Cd da dupla Marco & Montenegro.É o "TOUR-SHOW" Carabina do Amor. Impressionante a quantidade de duplas sertanejas que estão surgindo em Londrina e fazendo sucesso nacional. Fernando & Sorocaba, Jean e Júlio , Luan Santana , os próprios Marco & Montenegro, João Márcio e Fabiano e muitos outros, além dos já consagrados Teodoro (que é sócio da Rural ) & Sampaio ,fazem parte de uma extensa lista. Essa terra roxa que sempre produziu tão bem café , soja, trigo , milho etc , também produz muito bem dupla sertaneja. É a diversificação da produção!
Vistoria no Parque
Recebemos hoje, aqui na Rural, a visita de Ana Carolina Aguiar, responsável pelos projetos especiais da Mitsubishi Motors e o Carlito Fertonani, diretor da empresa Ação 4X4. Vieram vistoriar o Parque Ney Braga para a Copa Mitsubishi Motor Sports e Mitsubishi Outdoor em 2010. É um evento grandioso, com participantes de todo o Brasil, de altíssimo poder aquisitivo. Evento que faz bem para todo mundo aqui em Londrina.
Uma parte está garantida para Londrina
A Copa Mitsubishi Motors Sports e Mitsubishi Outdoor 2010, ainda não estão garantidas para Londrina. Estamos disputando com Curitiba e Maringá. Agora a Mitsubishi Cup que é o circuito nacional de rali de velocidade está garantida e o suporte para as equipes, oficina etc, será aqui na Rural.
Já participei...
Há 10 anos participei do Rali Mitsubishi. Muito bacana, super organizado, um evento realmente capaz de envolver qualquer um. Até mesmo quem, como eu, não tinha a menor experiência em rali. Fiz dupla com meu irmão, eu na direção e ele como navegador. Até que fomos bem apesar de não termos nenhuma experiência e nem mesmo equipamento. Ganhamos até troféu.
quarta-feira, 15 de julho de 2009
Pão verde e amarelo

Grande parte do pão que consumimos é produzida a partir de farinha feita de trigo importado. Normalmente, compramos o trigo ou sua farinha da Argentina porque o Brasil consome dez milhões e meio de toneladas do grão, mas só produz seis milhões de toneladas. Mais da metade dessa tonelagem já é produzida aqui no Paraná e talvez seja o momento de buscarmos não apenas o aumento de nossa produção, mas auto-suficiência.
Tal reflexão surge em função da surpreendente quebra da safra argentina em cerca de 50% e, mesmo considerando a garantia de fornecimento por nossos vizinhos do Mercosul e a possibilidade de importarmos o grão de outros países, não resta dúvida que podemos experimentar a sensação desconfortável da perspectiva do desabastecimento e da dependência de um fornecedor estrangeiro. Até hoje, nossa auto-suficiência jamais foi alcançada pela dificuldade em produzirmos o cereal a preços internacionalmente competitivos. Isto se deve porque nosso clima não é exatamente o mais adequado e também porque o mercado conta com fornecedores altamente subsidiados, especialmente os do hemisfério norte.
Aliás, historicamente a cultura do trigo tem sido objeto de políticas intervencionistas. Subsídios tanto à exportação quanto à produção do trigo sempre fizeram parte da política agrícola de muitos países preocupados em garantir sua independência alimentar sob qualquer circunstância. Na Inglaterra do séc.XVI, esta obsessão pela auto-suficiência incluía tanto subsidio a exportação, em um evidente estímulo à produção nacional, quanto a proibição radical de se comprar trigo para fins de revenda, como uma tentativa de se evitar a especulação em torno do alimento básico da população inglesa. O eventual atravessador flagrado era, vejam só, condenado a dois meses de prisão em uma primeira infração, há seis meses em caso de reincidência e condenado ao pelourinho e preso por tempo indeterminado, com confisco de todos os seus bens em caso de uma terceira infração. Tudo isso como estratégia para se garantir que o pão chegasse sempre aos lares da Grã Bretanha.
Nos dias de hoje, para atingirmos a auto-suficiência na produção do trigo não resta dúvida de que também precisaremos de políticas específicas, evidentemente adaptadas aos nossos tempos. Certamente podemos abrir mão do pelourinho. Neste sentido, algumas iniciativas absolutamente contemporâneas já estão sendo tomadas tanto pelo governo paranaense quanto pelo governo federal. O Governo do Paraná, por exemplo, irá destinar recursos do Fundo de Desenvolvimento Econômico para complementar o custeio do seguro da cultura na ordem de 15 a 30 % do valor total. Estes percentuais, somados aos 70% já provenientes do governo federal, podem garantir o custeio total do seguro agrícola do trigo. Tal medida certamente estimula o plantio de trigo em nosso estado, pois, segurado, o produtor não estará sujeito a um revés financeiro se houver quebra na produção por adversidade climática. Na mesma esteira, o governo federal tem sinalizado que pretende estimular o plantio do trigo ao anunciar preços mínimos adequados e especialmente quando, mesmo diante do atual cenário, optou por manter a TEC do trigo , evitando uma inconveniente queda nos preços. Entretanto, isto ainda não é o suficiente e é por isso que produzimos apenas um pouco mais da metade de nosso consumo.
Para atingirmos a auto-suficiência necessitamos de um plano abrangente, amparado na decisão política de construirmos nossa independência, que inclua não apenas o apoio e proteção à produção e a comercialização, mas que também inclua o essencial investimento em pesquisa e desenvolvimento de tecnologias. Necessitamos de um conjunto de medidas que sejam capazes de tornar o Brasil absolutamente imune às quebras de safra da Argentina ou de qualquer outro país e, isto é importante, internacionalmente competitivo a médio prazo.
É claro que ao menos por enquanto poderá se dizer que uma política de incentivo à produção do trigo poderá encarecer o produto internamente, o que seria indesejável. Entretanto, a independência neste caso deve ser vista como uma decisão estratégica, tal qual aquela tomada quando se criou o pró-alcool ou quando se optou por investimentos na prospecção do petróleo ao invés de simplesmente adquirirmos gasolina no mercado internacional, mesmo quando os preços eram convidativos. Hoje, nossa matriz energética é a mais limpa do mundo e em breve, pasmem, o petróleo que será extraído no “Pré Sal” nos tornará não apenas totalmente independentes da importação do petróleo, mas também grandes exportadores o que justifica plenamente a opção estratégica em detrimento da decisão simplesmente analisada pelo ponto de vista econômico.
A decisão que podemos tomar é novamente estratégica. Um amplo debate envolvendo produtores, técnicos, pesquisadores e os Governos Estadual e Federal certamente poderá construir as bases de um plano que tenha como objetivo tornar a produção de trigo brasileira, e em especial a paranaense, capaz de abastecer totalmente o mercado interno em um curto espaço de tempo. Aí então, faça chuva ou faça sol, na Argentina ou em qualquer outro país, passaremos a consumir o verdadeiro pãozinho verde e amarelo, tupiniquim, e não mais o pão de los hermanos, feito de trigo importado do país vizinho.
Discurso no Lançamento do Plano Agrícola Pecuário
Há poucos dias a FAO, Organização das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação, anunciou que este ano a humanidade superará a marca de um bilhão de desnutridos. Também já é sabido que em sete dos últimos nove anos, o consumo global de cereais superou os números da produção.
Estes são os desafios da agropecuária, em especial da agropecuária brasileira: continuar ampliando a produção de alimentos, viabilizando o abastecimento desta população cada vez maior : já somos sete bilhões hoje e em breve seremos nove bilhões de pessoas. Aliás, o enfrentamento da fome é uma questão tão antiga e importante que a palavra população na linguagem da milenar civilização chinesa é escrita através de dois ideogramas: um que significa “pessoa” e um segundo , que significa “boca aberta”...
Sob essa ótica, um plano de safra não pode ser reduzido a um simples plano desenvolvido para atender a um setor específico da atividade econômica brasileira: deve ser inserido em uma ampla estratégia comprometida com o amparo à própria existência humana.
Temos observado a cada apresentação anual, a contínua evolução de nossa política agrícola. Este ano, destaca-se a ampliação em quase 40% de seu orçamento geral, atingindo os 107, 5 bilhões de reais sendo 15 destes destinados exclusivamente à agricultura familiar. Uma manifestação evidente do entendimento do Ministro do Planejamento Paulo Bernardo de que a agropecuária é uma excelente frente de combate à crise internacional.
O incentivo inédito ao médio produtor, criando a obrigatoriedade de destinação de recursos à classe média Rural, também se trata de um importante avanço. Além disso, a destinação de recursos à recuperação de solos e a ampliação de limites de financiamento em função da adequação ambiental incorporam uma nova e importante estratégia à política agrícola nacional .
O Ministro da Agricultura Reinhold Stephanes desde o primeiro momento tem sido especialmente preciso no entendimento das principais demandas do setor e tem se mostrado sempre pronto a debater, discutir e construir soluções , merecendo nossas congratulações pela trajetória acertada a qual tem conduzido nossa política agrícola.
Nossa expectativa, senhor ministro, é que este volume de crédito recorde tenha agora sua tramitação burocrática junto ao sistema financeiro devidamente sincronizada com o calendário do agricultor brasileiro para que este possa usufruir em toda plenitude destes recursos e, de maneira também recorde, possamos produzir a nova safra .
Existe também, senhor ministro, uma importante parcela de produtores que renegociaram suas dívidas, dívidas produzidas por quebras de safras e pela abrupta modificação das relações cambiais entre o dólar e o Real ocorrida há alguns anos.
Estes produtores ainda necessitam de uma atenção específica governamental para que possam ser reincorporados ao sistema de crédito agrícola e, assim, voltarem a colaborar no enfrentamento do desafio de abastecer o mundo de alimentos.
Estas duas providências, e temos conhecimento de que já são objeto das atenções do governo federal, são fundamentais para que o volume de crédito disponibilizado no Plano Agrícola 2009/2010 esteja disponível a todo o universo de produtores brasileiros e assim, este plano possa atingir na plenitude os objetivos a que se propõe.
Senhor presidente,
Recentemente pudemos ver através da imprensa sua excelência, declarar que “quem desmatou não pode ser chamado de bandido”. Entendemos perfeitamente o contexto de suas declarações, distinguindo aquele produtor que legalmente enfrentou o desafio de expandir a fronteira agrícola brasileira, do devastador ilegal. Neste recinto, tenho certeza absoluta de que a grande maioria destes produtores jamais desmatou um palmo sequer de nossas florestas.
Pelo contrário, esses produtores tem passado suas vidas levantando curvas de nível, praticando a tríplice lavagem de embalagens, a adubação verde, a rotação de cultura, a integração lavoura e pecuária e incorporado técnicas como a do plantio direto desenvolvida pelo nosso amigo Herbert Bartz. Mesmo assim, se nada for feito, à partir do dia 11 de Dezembro deste ano, muitos destes produtores serão considerados legalmente criminosos ...e isto não é justo .
Tenha certeza, senhor presidente, de que quando produtores, e eu falo especificamente dos produtores, reivindicamos aprimoramentos em nossa legislação ambiental, é exatamente isso que fazemos e nada além disso, não havendo nenhuma expectativa de se ampliar a tolerância ao desmatamento.
Senhor presidente, os produtores deste país foram capazes de transformar o Brasil no grande celeiro mundial produzindo não apenas alimento, mas também riquezas, emprego e sustentação econômica ao País.
Também foi no campo que se construiu a fantástica indústria do álcool, exemplo mundial de produção de bioenergia sustentável. Temos certeza de que somos capazes também de produzirmos até mesmo preservação, bastando para isso que tal prática seja, além de ambiental, também economicamente sustentável.
Para que isso seja possível, precisamos neste momento, da harmonização presidencial em um debate onde os argumentos já se esgotaram para que possamos, como nação preservarmos nossa produção e iniciarmos um novo período de produção de preservação, com apoio a quem produz, com incentivo a quem preserva.
Finalmente, nossos agradecimentos a sua excelência presidente Lula por ter escolhido Londrina como endereço para este que é sem dúvida alguma a mais importante data do calendário da agropecuária brasileira. A Londrina capital mundial do café, da Embrapa Soja, do Instituto Agronômico do Paraná e da Sociedade Rural do Paraná se sente especialmente honrada por esta deferência.
Aos produtores aqui presentes, tenham certeza de que foi uma honra representá-los neste evento nacional tão importante.
Estes são os desafios da agropecuária, em especial da agropecuária brasileira: continuar ampliando a produção de alimentos, viabilizando o abastecimento desta população cada vez maior : já somos sete bilhões hoje e em breve seremos nove bilhões de pessoas. Aliás, o enfrentamento da fome é uma questão tão antiga e importante que a palavra população na linguagem da milenar civilização chinesa é escrita através de dois ideogramas: um que significa “pessoa” e um segundo , que significa “boca aberta”...
Sob essa ótica, um plano de safra não pode ser reduzido a um simples plano desenvolvido para atender a um setor específico da atividade econômica brasileira: deve ser inserido em uma ampla estratégia comprometida com o amparo à própria existência humana.
Temos observado a cada apresentação anual, a contínua evolução de nossa política agrícola. Este ano, destaca-se a ampliação em quase 40% de seu orçamento geral, atingindo os 107, 5 bilhões de reais sendo 15 destes destinados exclusivamente à agricultura familiar. Uma manifestação evidente do entendimento do Ministro do Planejamento Paulo Bernardo de que a agropecuária é uma excelente frente de combate à crise internacional.
O incentivo inédito ao médio produtor, criando a obrigatoriedade de destinação de recursos à classe média Rural, também se trata de um importante avanço. Além disso, a destinação de recursos à recuperação de solos e a ampliação de limites de financiamento em função da adequação ambiental incorporam uma nova e importante estratégia à política agrícola nacional .
O Ministro da Agricultura Reinhold Stephanes desde o primeiro momento tem sido especialmente preciso no entendimento das principais demandas do setor e tem se mostrado sempre pronto a debater, discutir e construir soluções , merecendo nossas congratulações pela trajetória acertada a qual tem conduzido nossa política agrícola.
Nossa expectativa, senhor ministro, é que este volume de crédito recorde tenha agora sua tramitação burocrática junto ao sistema financeiro devidamente sincronizada com o calendário do agricultor brasileiro para que este possa usufruir em toda plenitude destes recursos e, de maneira também recorde, possamos produzir a nova safra .
Existe também, senhor ministro, uma importante parcela de produtores que renegociaram suas dívidas, dívidas produzidas por quebras de safras e pela abrupta modificação das relações cambiais entre o dólar e o Real ocorrida há alguns anos.
Estes produtores ainda necessitam de uma atenção específica governamental para que possam ser reincorporados ao sistema de crédito agrícola e, assim, voltarem a colaborar no enfrentamento do desafio de abastecer o mundo de alimentos.
Estas duas providências, e temos conhecimento de que já são objeto das atenções do governo federal, são fundamentais para que o volume de crédito disponibilizado no Plano Agrícola 2009/2010 esteja disponível a todo o universo de produtores brasileiros e assim, este plano possa atingir na plenitude os objetivos a que se propõe.
Senhor presidente,
Recentemente pudemos ver através da imprensa sua excelência, declarar que “quem desmatou não pode ser chamado de bandido”. Entendemos perfeitamente o contexto de suas declarações, distinguindo aquele produtor que legalmente enfrentou o desafio de expandir a fronteira agrícola brasileira, do devastador ilegal. Neste recinto, tenho certeza absoluta de que a grande maioria destes produtores jamais desmatou um palmo sequer de nossas florestas.
Pelo contrário, esses produtores tem passado suas vidas levantando curvas de nível, praticando a tríplice lavagem de embalagens, a adubação verde, a rotação de cultura, a integração lavoura e pecuária e incorporado técnicas como a do plantio direto desenvolvida pelo nosso amigo Herbert Bartz. Mesmo assim, se nada for feito, à partir do dia 11 de Dezembro deste ano, muitos destes produtores serão considerados legalmente criminosos ...e isto não é justo .
Tenha certeza, senhor presidente, de que quando produtores, e eu falo especificamente dos produtores, reivindicamos aprimoramentos em nossa legislação ambiental, é exatamente isso que fazemos e nada além disso, não havendo nenhuma expectativa de se ampliar a tolerância ao desmatamento.
Senhor presidente, os produtores deste país foram capazes de transformar o Brasil no grande celeiro mundial produzindo não apenas alimento, mas também riquezas, emprego e sustentação econômica ao País.
Também foi no campo que se construiu a fantástica indústria do álcool, exemplo mundial de produção de bioenergia sustentável. Temos certeza de que somos capazes também de produzirmos até mesmo preservação, bastando para isso que tal prática seja, além de ambiental, também economicamente sustentável.
Para que isso seja possível, precisamos neste momento, da harmonização presidencial em um debate onde os argumentos já se esgotaram para que possamos, como nação preservarmos nossa produção e iniciarmos um novo período de produção de preservação, com apoio a quem produz, com incentivo a quem preserva.
Finalmente, nossos agradecimentos a sua excelência presidente Lula por ter escolhido Londrina como endereço para este que é sem dúvida alguma a mais importante data do calendário da agropecuária brasileira. A Londrina capital mundial do café, da Embrapa Soja, do Instituto Agronômico do Paraná e da Sociedade Rural do Paraná se sente especialmente honrada por esta deferência.
Aos produtores aqui presentes, tenham certeza de que foi uma honra representá-los neste evento nacional tão importante.
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