domingo, 8 de novembro de 2009

Muro de Berlim



Eu vi o Muro de Berlim de pé. Estive lá em 1985 , quando “mochilei” pela Europa com meus irmãos. O Museu da Fuga, do lado ocidental, dava uma dimensão do que as pessoas estão dispostas a fazer pela liberdade.

Quase perdi a minha

Por falar em liberdade, quando estive do lado de lá do muro e fui retornar, fui detido pela polícia soviética. Acontece que estávamos em três irmãos, todos com passaportes brasileiros e com sobrenome russo! Meus dois irmãos passaram bem pelo posto fiscal mas quando fui passar, quiseram verificar com mais detalhes se eu realmente era quem meu passaporte afirmava.

O mundo mudou

Em 25 anos, o mundo mudou. O filme “Wargames” é emblemático neste sentido. Aquela época, temíamos pela extinção de nossa espécie como conseqüência de uma guerra nuclear. Hoje, tememos o aquecimento global. Temores legítimos? Acho que sim.

Preocupação

Com 18 anos, não dá nem para ficar preocupado. O breve interrogatório em russo a que fui submetido não chegou a me intimidar. Acho que quando perceberam que eu realmente não estava entendendo nada resolveram me liberar . Fiquei tranqüilo. Talvez se já tivesse assistido aquele filme “Expresso do Oriente” pudesse ter ficado mais preocupado....

O mundo mudou muito nestes 40 e tantos anos...

É assim que começa o texto publicado na coluna Ambiente , assinada pelo meu amigo Efrain Rodrigues no JL de hoje: “ O mundo mudou muito nestes 40 e tantos anos desde a criação do Código Florestal.”

O mundo mudou , mas o código florestal continua o mesmo

Soa estranha a defesa intransigente de um código florestal elaborado há 45 anos. O mundo de então era completamente diferente deste nosso mundo de hoje. Àquela época, as pessoas estavam tentando ir à lua, aumentar o arsenal nuclear e guerrear no Vietnan utilizando-se inclusive de herbicidas superpotentes para eliminar as florestas tropicais para tornar mais fácil a tarefa de encontrar vietcongs e matá-los.

Código florestal ultrapassado e autoritário: resquício da ditadura militar

Nosso código florestal foi elaborado sob um conhecimento extremamente limitado da ciência ambiental. Por isso, seu texto é tão generalista, inespecífico e, até porque é contemporâneo ao regime militar, extremamente autoritário.

Aprimoramento do código florestal

Defendo o aprimoramento de nosso código florestal. Precisamos de um regime de leis que contemple os desafios contemporâneos, que seja capaz de proteger o meio ambiente durante o processo de desenvolvimento de nosso país. Defender o atual código florestal é apostar em uma receita de mais de quarenta anos, é abrir mão do debate , da evolução, da possibilidade de liderar mundialmente, de construir uma nova forma de desenvolvimento a servir de exemplo a outras nações deste mundo. Aprimorar nosso código florestal não significa abrir mão de princípios preservacionistas e muito menos optar por uma exploração irresponsável de nossos recursos naturais.

sexta-feira, 6 de novembro de 2009

Alexandre, Vitor & Leo

Conversei longamente com o Alexandre, empresário da dupla Vitor & Leo , que telefonou-me esta tarde. Disse-me que está fechando a agenda internacional de shows da dupla para o ano que vem . Ano passado , por muito pouco não pudemos contar com a dupla na Expô pois eles estavam de malas prontas para iniciar turnê no México e outros países da América Latina. Na minha opinião, são artistas diferenciados que fogem à regra do dito "sertanejo universitário". A música deles tem algo do "folk" e fico imaginando se não ficaria bacana se eles traduzissem ou interpretassem algumas músicas da dupla americana Simon and Garfunkel. "The Sound of Silence", por exemplo.

Contusão

Infelizmente tive que cancelar minha ida à Curitiba para participar do 3º Encontro de Secretários Municipais de Agricultura e Meio Ambiente. Acontece que contundi minhas costas devido a um movimento abrupto e a coisa complicou. Já estou melhor mas esta noite foi de amargar. Para quem já está imaginando coisas, a resposta é não: eu não estava no palanque que despencou em Paiçandu!

III Encontro de Secretários Municipais da Agricultura e Meio Ambiente

O tema central do encontro é muito bom, trata-se da nova legislação federal que determina a obrigatoriedade de aquisição proveniente da agricultura familiar, de pelo menos 30% dos produtos para a alimentação escolar. A medida é uma nova política para o desenvolvimento da agricultura nos municípios e tem impacto direto na agricultura praticada por pequenos agricultores colaborando para que este produtor permaneça no campo. Assim , evita-se a indesejável migração para as regiões metropolitanas que acabam por levar à exaustão a infra-estrutura de moradia ,transporte , saúde e educação. Não precisa nem explicar muito para se perceber a óbvia importância de políticas de apoio ao pequeno agricultor.

Rota do Agronegócio e Rota do Café

Ontem , recebemos na Rural o Sérgio Garcia Osório, gestor de negócios em turismo do Sebrae/Pr. Ele foi pessoalmente entregar o convite para o evento de lançamento de dois roteiros turísticos aqui no norte do Paraná: A Rota do Agronegócio e a Rota do Café. A Rural, em conjunto com diversas outras entidades, apoiou este excelente trabalho do Sebrae.

Agregação de valor

Este tipo de turismo é uma estratégia interessantíssima de agregação de valor à uma cadeia produtiva. Nossa região, que pratica agricultura de alto nível , tem um imenso potencial pouco explorado como destino turístico, tanto para o público nacional quanto internacional. Além disso, possibilita que uma atividade realizada na zona rural promova benefícios diretamante também na área urbana, gerando renda especialmente no setor de serviços (hotelaria, transporte, alimentação, etc...).

Turismo do agronegócio já existe por aqui

Algumas agências de turismo de Londrina já trabalham com este público e recebem grupos de turistas, a maioria das vezes internacionais, que vêem à região conhecer nossa agropecuária. Várias vezes recebemos grupos da França , África do Sul , Colômbia , França , etc , lá na Rural. Normalmente esses grupos querem conhecer nossa pecuária à pasto, nossa produção de soja , que é a mais produtiva do mundo, o Iapar, a Embrapa e também nossa ExpoLondrina. Entretanto, não há dúvida de que tudo isto pode expandir muito.

USA é exemplo

Os americanos são mestres neste tipo de turismo . O estado do Texas, por exemplo, mantém uma equipe de profissionais encarregados de atrair produtores do mundo inteiro para este tipo de turismo com o objetivo de auxiliar seus produtores na exportação de genética bovina. Este tipo de atuação fez com que o Texas se tornasse o maior exportador de genética bovina do mundo, inclusive para países de clima tropical.

“Turistificação” da Rural

Realmente não sei se existe a palavra “turistificação”, mas temos usado essa expressão para sintetizar nossa meta de tornar a ExpoLondrina e a agropecuária de nossa região em um produto turístico já há três anos. Chegamos a participar com um “Stand’ na Exposição Agropecuária de Houston, TX , para divulgar nossos eventos e o potencial turístico regional. Aliás , quem primeiro nos provocou a esse respeito foi a Milena , ex- gestora lá do LCV&B. O trabalho do Sebrae confere às nossas intenções, e também às de agências de turismo de Londrina e de tantas outras instituições, um produto muito bem envelopado e que deverá alavancar definitivamente o turismo do agronegócio em nossa região

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

O sucesso do frango

Enquanto discorria sobre o etanol brasileiro no II Seminário Nacional sobre Segurança Alimentar, o presidente da Alcoopar, Anísio Tormena, explicou a razão do sucesso da carne de frango. Segundo ele , o frango atende a todas as classes sociais, indistintamente: o pobre come frango porque é barato, a classe média come frango porque é saboroso e o rico come frango porque é saudável!

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

Palestra de abertura

Coube ao nosso amigo, Florindo Adalberto, a responsabilidade de proferir a palestra de abertura. Ele, que é presidente da Federação dos Engenheiros Agrônomos do Paraná, abordou o tema “A importância dos profissionais de ciências agrárias na sensibilização do público urbano para o agronegócio" .

II Simpósio Nacional Sobre Segurança Alimentar

Proferi palestra no II Simpósio Nacional Sobre Segurança Alimentar que começou hoje em Curitiba. Fui convidado para discorrer sobre o tema “Ética aplicada à produção de alimentos no Brasil e no mundo". A promoção é da Associação dos Engenheiros Agrônomos do Paraná .

Anísio Tormena

Anísio Tomena, Presidente da Alcoopar , a poderosa associação das indústrias da cana-de-açucar do Paraná , também palestrou. E deu um show. Como domínio absoluto sobre o tema “A produção de energia compete com a de alimentos?”, abusou da simpatia e do bom humor. Já o conhecia há algum tempo, mas na esfera corporativa , e não podia imaginar o quanto ele é eloqüente e interativo em um ambiente de palestra. Já o convidei para ser um dos palestrantes de nossa agenda técnica da ExpoLondrina 2010.

Ivan Paghi

Quem também esteve por lá participando do seminário foi o diretor técnico da Abrange, Associação Brasileira de Produtores de Grãos não Geneticamente Modificados. Ao final da minha palestra, fez uso da palavra defendendo o trabalho de melhoramento genético das variedades convencionais da soja brasileira. Questionou-me sobre a posição da Rural quanto à rotulagem de produtos transgênicos. Somos à favor da rotulagem. O consumidor obviamente tem todo o direito de saber o que está consumindo. Tal distinção abre também a possibilidade de criação de mercados distintos o que é favorável não apenas ao consumidor, mas também aos produtores.

domingo, 1 de novembro de 2009

Museu da língua portuguesa

Já fazia tempo que estava programando conhecer o Museu da Língua Portuguesa, na Estação da Luz, em São Paulo. Aproveitei o vestibular da minha filha para visitá-lo. Vale a pena. Repleto de recursos tecnológicos, possui um bom conteúdo também. A cronologia da formação da moderna língua portuguesa falada no Brasil, abrangendo as influências européias, indígenas e africanas é muito interessante e inicia-se em 4000 a.c. . De quebra, ainda encontrei meu amigo de infância Marcos Tan passeando no Museu.

Super sexta-feira

Encerramos nossa super sexta-feira, após a inauguração do moinho da Corol e do lançamento da campanha de vacinação contra a febre aftosa, participando de um jantar informal com o Ministro da Agricultura Reinhold Stephanes. Pudemos conversar sobre código ambiental , orçamento do Ministério da Agricultura para 2010 e criação dos marcos regulatórios para a exploração de jazidas minerais com finalidade agrícola (essencialmente potássio e fósforo). Entre alguns outros assuntos, aproveitamos e definimos a data em que o Ministro receberá o título de sócio benemérito da Rural.

Cooperativismo

Após o evento de lançamento da campanha de vacinação contra a febre aftosa, um grupo de produtores ligados ao cooperativismo, o secretário estadual da Agricultura e alguns representantes do corpo técnico da secretaria reuniu-se em nossa sede, lá na Rural. A expectativa de que o Paraná receba investimentos em indústrias produtoras de biodiesel e os impactos que este combustível renovável poderá ter na economia regional foram detalhadamente discutidos. Além disso , o cooperativismo foi alvo de nossas atenções. Existe um módulo ideal para o cooperativismo? Como manter a cooperativa prestando serviços ao cooperado evitando-se que o processo seja invertido? Como manter o cooperado comprometido com a cooperativa nos momentos de dificuldade? São perguntas que, entre outras , devem ser objeto de discussão para que se elabore não apenas respostas, mas estratégias de fortalecimento do compromisso cooperativo.

Autoridades e cerimonial

Quando promovemos eventos na Rural, nos esforçamos ao máximo para anunciarmos todas as autoridades presentes. Para isso, nos utilizamos das confirmações antecipadas, dos registros de autoridades feitos antes do início de toda solenidade e até o conhecimento pessoal de nosso cerimonial. Obviamente, nunca é perfeito. às vezes falta nominar alguém . Muita gente acha que exageramos ao citar tanta gente, mas é importante reconhecer a gentileza de uma presença. Mas de vez em quando acontece uma ou outra coisa engraçada e não apenas conosco. No lançamento do moinho da Corol foi anunciado, entre tantas autoridades, o assessor de logística de determinada entidade. O presidenre de tal instituição não se conteve e assoprou: " o fulano de tal, assessor de logística, é o meu motorista. Lá em nosso Instituto, é esse o nome do cargo de motorista..."