segunda-feira, 30 de agosto de 2010

Fazenda Giocondo

Ontem estive na Fazenda Giocondo,em Arapongas. Fui convidado pelo pelo colega de faculdade Fábio Giocondo e encontrei muita gente boa por lá. Entre elas, o Toquinho, organizador de campeonatos de futebol de primeira linha, até porque, o campo da fazenda é muito bom.

Já joguei

Já joguei por lá,há 20 anos, quando fizemos um churrasco dos estudantes de veterinária. Perdi tantos gols que aquele jogo selou minha carreira de centro avante.

Estrada do Caramuru


Para chegar à fazenda, obrigatoriamente há a necessidade de se utilizar a estrada do Caramuru. Esta estrada já foi asfaltada em parte no município de Arapongas e também em Londrina. Em Londrina, é a estrada Vale da Cegonha, que foi erroneamente batizada de Estrada do Coroados. Zona Sul de Londrina, termina lá na Venda do Alto, perto do Patrimônio Regina. Obras iniciadas nos anos oitenta e que foram esquecidas.

sexta-feira, 27 de agosto de 2010

Osmar Dias

Muito bacana o comentário do Osmar à respeito da candidatura Alexandre Kireeff 1568 : http://www.twitvid.com/D3ABZ

Se correr o bicho pega, se ficar o bicho come

Imagina a situação. Mãe, de dois flhos pequenos em idade pré-escolar. O bairro onde vivem, claro, não tem creche e muito menos há vaga e alguma outra creche próxima. Evidentemente, a mãe precisa trabalhar para garantir seu próprio sustento e de seus filhos, então ela os deixa em casa e sai para trabalhar. Aí aparece o conselho tutelar e diz que pelo fato de deixar as crianças em casa sozinhos eles serão recolhidos.
Promessas
O pior é que se dependesse das promessas que os políticos em geral fazem em cada eleição, lá haveria creche para abrigar metade das crianças de Londrina. Segundo os moradores daquele bairro, na última eleição todos os candidatos que lá estiveram prometeram a tal da creche. Aquela mãe deveria passar de manhã na casa do ex-candidato e deixar seus filhos lá e pegar no final do dia. Isso se ela confiasse em qualquer um deles...

quinta-feira, 26 de agosto de 2010

Expoboné

Ontem estive na Expoboné, em Apucarana. Em um antigo barracão do I.B.C., a mostra apresenta desde máquinário do setor até ao boné propriamente dito. Evento bem organizado,a recepcionista do cadastramento havia feito seu TCC, Trabalho de Conclusão de Curso, sobre realização de eventos e havia concluído o referido trabalho exatamente na ExpoLondrina.

terça-feira, 24 de agosto de 2010

Segunda-feira

A segunda-feira foi dedicada a encontros com parceiros de diversos setores. Ao final, fui recebido pela Sociedade Rural de Maringá e pelo Núcleo dos Cridores de Nelore de Maringá. Foi muito bom rever tantos amigos produtores e poder conversar e debater as questões relativas ao setor. Foi sensacional a forma calorosa como fui recebido pelo Beto, presidente do Nelore, pela Iraclésia, presidente da Rural, e pelos nossos amigos agropecuaristas maringaenses. Para falar a verdade, um momento para ficar gravado,realmente tocante.

domingo, 22 de agosto de 2010

Feijoada e comício


Ontem dei continuidade à minha campanha e à confirmação de que campanha para deputado engorda. Acabei em uma feijoada. Enchi o prato. Repeti o prato. E depois de novo, e teve o torresminho, a laranja cortada... Sábado com feijoada é bom demais. A agenda da tarde ficou comprometida pela feijoada mas, à noite, participei do comício com o Osmar Dias, na Zona Norte.

sábado, 21 de agosto de 2010

Em política,tudo pode acontecer...

A política tem seus próprios ditados: "política é como o céu, cada vez que olhar você vai ver de um jeito". Recentemente,ouvi uma frase desse tipo dita pelo presidente do PMDB, Waldir Pugliesi: "em política, tudo pode acontecer: pode até não acontecer nada!".
Aconteceu tudo
Mas não foi isso o que ocorreu ontem. Iniciamos nosso dia em Londrina,participamos de reuniões em Apucarana ,depois Arapongas e encerramos o dia,já de noite, em três excelentes reuniões nos bairros de Londrina.O bacana é que a cada dia mais amigos se integram a nossa campanha:seja muito bem vindo Zé Luis!

sexta-feira, 20 de agosto de 2010

Justiça do Paraná proíbe o "voto consciente"

A manchete da postagem é sensacionalista, não explica,apenas provoca.A notícia ,na íntegra ,é a seguinte.“Voto consciente” é o lema da campanha que, há meses, a RPC realiza para ajudar o eleitor a fazer a melhor escolha dentre os candidatos nas presentes eleições. A campanha prega (e oferece) a necessidade de o eleitor se informar corretamente sobre os políticos que pedem seu voto antes de fazer a escolha final. Portanto, o lema “voto consciente” faz supor que só os melhores merecerão ter seus nomes clicados na urna eletrônica.

Pois bem: a coligação “Novo Paraná”, que sustenta a candidatura de Beto Richa ao governo do estado, acaba de ser proibida pela Justiça de utilizar o lema como “slogan” de campanha – como vinha acontecenco no intervalo de exibição de cada candidato da coligação nos programas gratuitos de rádio e televisão.

A proibição foi decidida pelo juiz Juan Daniel Sobreiro, do Tribunal Regional Eleitoral (TRE), ao aceitar representação formulada pelo advogado Luiz Fernando Pereira, da equipe jurídica da coligação adversária – “A união faz um novo amanhã”, que apoia Osmar Dias. Em sua decisão, o juiz afirmou:

“É notória a difusão de campanha com idêntico nome por parte da RPC (Rede Paranaense de Comunicação). [...] “Assim, é verossímel a intencional vinculação do slogan pelos representados com a referida campanha, no intuito de amealharem indevidamente a simpatia do eleitorado, ao propor a noção subliminar de que seus candidatos representem o ‘Voto Cons­­ciente’ exposto pela RPC, acarretando desequilíbrio indevido no pleito.”De Celso Nascimento na Gazeta do Povo

quinta-feira, 19 de agosto de 2010

Rolou foguetório em Cambé


O Tribunal Regional Eleitoral (TRE) do Paraná confirmou o registro da candidatura do Dr. Gilberto Martin (PMDB) para deputado estadual.No despacho, o juiz relator Auracyr Azevedo de Moura Cordeiro considerou não ter havido má-fé ou improbidade administrativa na aplicação de recursos federais, em 1994, quando Gilberto Martin foi prefeito de Cambé. Por isso, o caso dele não poderia ser incluído na Lei do Ficha Limpa. Martin estava com um pedido de impugnação.


Recursos regularmente aplicados


O desembargador ponderou ainda que os recursos transferidos ao Município foram regularmente aplicados no objeto do convênio, estabelecido com o Ministério da Saúde, e julgou improcedente a impugnação.Gilberto Martin foi secretário de Saúde do Paraná no governo Roberto Requião. Ele entrou no lugar de Cláudio Xavier.

quarta-feira, 18 de agosto de 2010

Dicionário de campanha

Sumiço:s.m. Pop. Desaparecimento, descaminho.Bras. Pop. Tomar chá de sumiço, desaparecer.Dar sumiço, desaparecer com, fazer desaparecer.

Essa é mais uma das palavras incluídas em nosso dicionário de campanha. Não precisa nem explicar como surge essa palavra em nossos encontros,não é.

terça-feira, 17 de agosto de 2010

Estréia


Depois da estreia em comícios, hoje estreei no horário político da TV. Não assisti, apenas minha mulher e minha filha, o que comprometeu a análise: elas acharam que ficou excelente...

Quadrúpedes

Ontem estive em Curitiba. Frio tremendo. Conversei bastante com o Paulo Mazza, candidato a deputado estadual pelo PV. Ele também é veterinário, mas ele é formado na federal de Curitiba. Eu sou formado pela nossa UEL.

Amigo de 4 patas

O Mazza ficou nacionalmente conhecido quando, em sua campanha à vereador de Curitiba, encaminhou correspondência aos cães e gatos da cidade.Assim, a corresponcia iniciava-se com um belo "Caro amigo de 4 patas...". Teve gente que não leu até o final e acabou se sentindo ofendida.Outros, acharam que era intriga do vizinho ou da sogra, sei lá. O fato é que a repercussão foi grande ele quase se elegeu.

segunda-feira, 16 de agosto de 2010

Fim-de-semana

Depois de um excelente fim de semana, participando de eventos que variaram de comício (aliás, fiz minha estréia em comícios!) a festa de noivado, a agenda desta segunda é em Curitiba. Conclusão: muita estrada e pouca postagem. Até amanhã.

sábado, 14 de agosto de 2010

Amepar

Presidente da Amepar, Associação dos Municípios do Médio Paranapanema, prefeito Almir Batista, comentando minha candidatura : http://twitvid.com/ZSCBX

Receitas

Ontem estava muito rouco, praticamente afônico. Acho que era uma gripe que estava se instalando. Hoje já estou melhor. Também, dá só uma olhada na quantidade de receitas que fui anotando ao longo do dia:

1-Gargarejo com vinagre e sal.

2-Chá de Romã.

3-Chá de Romã,mas com Guiné, senão não tem o mesmo efeito.

4-Chá de gengibre.

5-Gengibre, mel e própolis.

6-Bala de Gengibre.

7-Conhaque com mel e limão.

Essa última receita ganhou adeptos que, subtamente, ficaram afônicos e iniciaram o tratamento imediatamente, assim que tiveram conhecimento da terapia. Devem ter passado a noite em tratamento pelo entusiasmo que observei ontem.

sexta-feira, 13 de agosto de 2010

Bandeiras


Estranho esse negócio de bandeiras de candidatos por aí. Já são tradicionais nos processos eleitorais, mas não me acostumo com elas. Tudo bem, serve como divulgação da candidatura, emprega os "porta-bandeiras" mas, mesmo assim, não acho legal. Em um comício, em uma carreata, quem sabe: mas aí perdem a credibilidade pela absoluta falta de espontaneidade de seus agitadores. Bandeira, faixa e cartaz, para mim, é bom quando é espontâneo. É como nos materiais impressos: tem a notícia e a matéria paga.

Álbum


quinta-feira, 12 de agosto de 2010

Dicionário de campanha

1-Indignação: Sentimento de cólera e desprezo que uma ofensa ou uma ação injusta provocam.
2-Revolta: Ato ou efeito de revoltar ou revoltar-se, de provocar grande perturbação, de agitar; sedição, sublevação, motim, levante, rebelião: revolta de camponeses contra o sistema feudal. Rebeldia, insubmissão: todos os seus atos eram marcados por permanente revolta. Alvoroço, tumulto, desordem.Perturbação moral, indignação, repulsa, náusea.
3-Desamparo: Ação ou efeito de desamparar; abandono. Falta de auxílio ou de proteção. Falta de meios.
4-Enganado:Enganado adj (part de enganar) 1 Que se enganou. 2 Iludido, logrado, ludibriado. 3 Traído, seduzido. 4 Que caiu em erro, que se iludiu; equivocado. sm Pessoa enganada.
Estas são algumas das palavras mais marcantes que tem sido utilizadas pelas pessoas com as quais tenho conversado. Vou atualizando, na medida do impacto ou da frequência de outras palavras.

Pedro Bó

No início dos anos 70, Chico Anysio interpretava um personagem chamado Pantaleão. Ele vivia contando "causos" mirabolantes, que ocorriam sempre no ano de 1927. Havia também a sua esposa Terta, a qual era solicitada para confirmar a veracidade de suas histórias mentirosas. Ele perguntava : "É mentira, Terta?" E ela respondia: "Verdade". O Pedro Bó era interpretado por um ator quase velho, mas que fazia papel de garoto. DE vez em quando interrompia Pantaleão com uma pergunta´com resposta absolutamente óbvia. Por exemplo, Pantaleão contava uma história de caça:

Pantaleão : - Daí eu dei o tiro e matei os 2 passarinhos duma vez...
Pedro Bó : - Com a espingarda ?
Pantaleão :- Não, Pedro Bó, com cuspe. Eu cuspi para cima e os passarinhos caíram.

Pergunta de Pedro Bó

Lembrei do Pedro Bó porque aqui no blog pinta um ou outro comentário fazendo cada pergunta que merece uma resposta "Não, Pedro Bó." O sujeito pergunta: Você acha mesmo que vai se eleger? ???? Não Pedro Bó, estou fazendo campanha porque acho que vou perder!!!!!.. É brincaderia.

Agora
Agora, quem vai realmente decidir se vou ou não ser eleito não é o Pedro Bó, nem o Pantaleão e muito menos eu: é o povo...

quarta-feira, 11 de agosto de 2010

Eficiência da Iniciativa privada

Hoje fui visitar um amigo empresário. A idéia era apresentar-me como candidato e agendar em uma data conveniente um encontro com os funcionários da empresa. Cheguei lá e não é que já estava todo o quadro de funcionários reunido, palco montado, microfone instalado, etc...! Conversei com a turma toda, mas faltou um materialzinho de divulgação: fui pego desprevenido pela eficiência desse meu amigo empresário.

Olha só que bacana

Veja só que bacana o depoimento do Governador Orlando Pessuti: http://www.twitvid.com/BMWAD

terça-feira, 10 de agosto de 2010

Três destinos

Encontrei-me com o seu João, homem de 83 anos, mais um desiludido com a política. Paternal, aconselhou-me a ter cautela e profetizou: "todo político tem três destinos. Ou se enquadra no "esquema" e se acomoda, ou é cassado pelos políticos estabelecidos ou ainda, se tentar fazer as coisas direito, morre de morte matada". Raciocinando pela lógica do seu João, respondi que vou morrer.

Indignação e Força

A indignação com o meio político em geral é uma constante em cada visita que faço. Muitas lamentações, frustrações e até mesmo revolta diante de muitas promessas não cumpridas por este ou aquele político,nessa ou naquela eleição. Mas também há muita fé de que haja mudança. E aí, a religião se mistura com a esperança e acabo ganhando santinhos, terços e outras lembranças mais. Além claro das reivindicações.

Reivindicações

A maioria das reivindicações é legítima. São anseios das comunidades em geral que se manifestam diante de qualquer possibilidade de concretização, e isso se manifesta no período eleitoral quando cada político se compromete de acordo com sua consciência ou possibilidade.

AMEM

Já está bem guardada, como recordação de campanha, o abaixo assinado que recebi da AMEM, Associação das Mulheres Encalhadas Mesmo. Pérola do cinismo e do bom humor, até o fim da campanha transcrevo, na íntegra, o texto do abaixo assinado e, lógico, a identidade das principais lideranças do movimento...

segunda-feira, 9 de agosto de 2010

Adeus Copa 2014


Hoje o dia foi complicado. Sabe aquela lesão do Ronaldo Fenômeno, aquela em que a rótula sai do lugar e vai parar do lado? Pois não é que a rótula do joelho direito da minha esposa saiu do lugar!Já a colocamos de volta, o joelho já está imobilizado, etc, mas o sonho da Copa em 2014 acabou definitivamente...

Feira da Zona Norte

Ontem estive na feira da Zona Norte. Tinha tanto candidato que de vez em quando tinha que esperar na fila para cumprimentar os eleitores. Gostei, mas em uma próxima visita tenho que fazer alguns ajustes.

Santinhos


A idéia de distribuir santinhos aleatoriamente não é legal. O pessoal que não está interessado na campanha de quem quer que seja, acaba jogando o santinho no chão. Para quem ao longo dos quatro anos de Exposições passou lutando pela limpeza absoluta, ver os papéis no chão doeu na alma.

Exposição

Exposição e feira tem tudo haver: são sinônimos para o setor agropecuário. Gente para caramba, comércio desenfreado, produção agrícola e um comércio popular intenso. Lembra bastante.

Beto

O que mais chamou a atenção sob o ponto de vista político foram as Kombis de som do Beto Richa. Plotadas com a imagem do Beto, reverberavam discursos do Belinati e a tradicional marchinha do ex-prefeito de Londrina: "Nós vamos votar de novo, Antônio Belinati o candidato do povo..."

domingo, 8 de agosto de 2010

Sabedoria eleitoral


Encontrei-me com o deputado estadual Cheida, ontem à noite, antes da inauguração do comitê do Osmar/Requião/Gleisi. Comentei à respeito da surpreendente quantidade de refeições durante esse início de campanha. Cada canto que que visito, sou sempre muito bem recebido e acho que vou ter que me cuidar. O Cheida, experiente, setenciou: campanha para prefeito emagrece, para deputado engorda! São diferentes, até no resultado na balança.

O primeiro comício a gente nunca esquece...

Não foi exatamente um comício, era apenas a inauguração do comitê do Osmar/Requião/Gleisi,mas havia gente o suficiente para ser chamado de comício.

Apenas 5 discursos

Apenas o Barbosa,o Pessuti,a Gleisi, o Requião e o Osmar fizeram o uso da palavra. Cada um utilizando-se de sua retórica característica, todos se esforçaram em promover a chapa completa.

Cutucões

Um ou outro cutucão também acabou acontecendo. Nada muito grave mas, mesmo assim, acredito mais na estratégia "paz e amor", mesmo quando houver grandes divergências.
Requião
O Requião, por exemplo, preferiu colocar-se como um candidato a ser avaliado pela população pelo que fez ao longo de sua vida pública, em especial ao longo de seus dois últimos mandatos. Lembrou seus programas sociais, do trator solidário ao leite das crianças, da redução tributária dos pequenos empresários, etc... e, mesmo quando referiu-se à chapa adversária, preferiu não personalizar a questão.

Resistência abalada

Resisti o quanto pude, mas não houve jeito: estou em campanha e preciso ao menos registrar essa experiência que jamais havia imaginado que um dia fosse viver. Pronto: esse blog virou um diário de campanha.

O que já passou

Até o momento, muito mais do que campanha por disputa de votos, estive envolvido na organização da campanha. Franciscana diga-se de passagem. Mas já começamos a participar de encontros onde estamos tendo a oportunidade de nos apresentar como candidato e conversar muito com a população.

Bala perdida

Há alguns dias, quando nos dirigíamos a uma comunidade da periferia de Londrina, há cerca de 1 ou 2 km de nosso destino, recebemos um telefonema nos informando que acabara de ocorrer um assassinato. Liguei para o nosso organizador da visita na área imaginando que o evento pudesse ser cancelado. Nada disso. Evento mantido a poucos metros de onde ocorera o incidente. Triste.

sábado, 7 de agosto de 2010

Comentários

Tenho recebido alguns comentários reclamando do blog, que está chato, sem nada de política, com textos longos e por aí vai. Estão certos, mas à partir de segunda, volto com o blog mais animadão, prometo.

Comentário amigo

Esses comentários são feitos, na maioria das vezes ,de forma impessoal e anonimamente. Por outro lado, alguns comentáros de amigos, simples, diretos e sinceros nos dão muita força e servem como estímulo de maneira que o comentarista amigo certamente não pode imaginar. Valeu, Beto.

quinta-feira, 5 de agosto de 2010

WWF

Escrevi o texto abaixo quando recebemos,lá na Rural, ano passado, o presidente do Conselho da WWF da Alemanha.

A WWF e a Sociedade Rural do Paraná

Quando abrimos os portões da Sociedade Rural do Paraná à WWF Alemanha para que seu Presidente, Detlev Drenkhahn proferisse palestra, tínhamos a única intenção de conhecermos um pouco as principais preocupações do setor ambientalista para enriquecermos nossos conhecimentos a respeito da matéria.

Já há algum tempo estamos trabalhando no sentido de construirmos propostas consistentes a serem apresentadas às autoridades federais com o objetivo de aprimorarmos ou aperfeiçoarmos a legislação ambiental brasileira. Foi por isso que recebemos o Deputado Federal Moacir Micheletto, relator do projeto de lei do futuro código ambiental brasileiro. Na mesma esteira, recebemos o Ministro da Agricultura, Reinhold Stephanes, palestrando sobre o impacto na agricultura brasileira caso toda a legislação ambiental atual fosse imediatamente aplicada.

Entretanto, após o encerramento da palestra da última segunda-feira, ficou evidente que o encontro com a WWF superou em muito as nossas melhores expectativas. Esta constatação não se deu somente porque o Sr. Detlev Drenkhahn defendeu o etanol brasileiro como uma fonte de energia renovável. ]Tampouco porque defendeu a remuneração pela prestação de serviços de preservação ambiental, ou pelo fato de entender que áreas vocacionadas à produção de alimentos devessem ser destinadas a essa função, reservando-se áreas com baixa vocação produtiva à preservação ambiental. Isto tudo vai ao encontro do posicionamento da Sociedade Rural do Paraná, mas a grande conquista, certamente, foi a desconstrução de preconceitos de ambientalistas e produtores.

O que ficou claro em nosso encontro é que muitos entendimentos pré-concebidos a respeito dos posicionamentos de cada um dos envolvidos no debate ambiental, muito mais do que reforçar posições, estimulam um desentendimento absolutamente inconveniente tanto para fins da produção de alimentos, quanto para fins de preservação ambiental e para o próprio desenvolvimento do estado brasileiro. Não podemos também deixar de registrar as importantíssimas considerações feitas a respeito das condições climáticas e econômicas a que o planeta está sujeito, o que, evidentemente, compromete o setor produtivo na busca de soluções para enfrentar estas questões. Certamente já havia passado da hora de discutirmos estas questões lado a lado, especialmente porque tanto a prática da produção de alimentos quanto grande parte das ações relacionadas à preservação ambiental são exercidas no mesmo espaço físico, o que transforma em obrigação, e não em mera liberalidade, a colaboração dos produtores agropecuários nesta discussão. São questões tão importantes que não podemos nos dar ao luxo, inclusive, de nos sujeitarmos às indevidas utilizações eleitorais e ideológicas ou a patrulhamentos de qualquer natureza, sempre presentes quando abordamos estes temas. Tais interferências são absolutamente irrelevantes, pois o ambiente global e a perspectiva de desabastecimento mundial de alimentos abrangem a todos nós, independentemente de raça, credo, orgulho nacional ou convicção política. Pelo contrário, determinados, devemos trilhar nossas ações sob o pragmático compromisso tanto com a preservação ambiental quanto com o fundamental e permanente combate à fome mundial.

quarta-feira, 4 de agosto de 2010

Agroindustrialização :opção preferencial de desenvolvimento para o Paraná

A presença da Agroindustria no Paraná não é nenhuma novidade. Companhias de café solúvel, moinhos de trigo,extratoras de óleo,produtoras de sucos, laticínios e algumas outras plantas agroindústriais fazem parte de nosso cotidiano, perfeitamente inseridas no contexto estadual. Entretanto, nos parece que é chegado o momento de nossa região assumir a agroindustrialização como uma opção preferencial para o seu desenvolvimento, tanto pelos benefícios que esta opção poderia proporcionar, quanto pela conjunto de fatores que nos tornam absolutamente competitivos perante outras regiões.
Quanto aos benefícios que a agroindústria proporciona, o que mais chama a atenção é o fato de que estes se irradiam pelos mais diversos setores da economia e da sociedade . A Agroindústria gera empregos, como qualquer outro empreendimento, mas a geração de empregos, neste caso, tem a particularidade de irradiar-se tanto nas áreas urbanas quanto na zona rural pois, tanto o processo industrial urbano quanto a produção rural da matéria-prima, absorvem a mão-de-obra.
Além disso, a demanda por mão-de-obra não se resume à mais especializada e qualificada, pois desencadeia-se também a demanda pela mão-de-obra não especializada, inserindo no setor produtivo um amplo e variado espectro de trabalhadores. A oferta de empregos na zona rural e o aumento da renda através da diversificação agropecuária permitem a fixação do homem no campo, colaborando para a solução de graves problemas sociais. Tais efeitos previnem e combatem, por exemplo, o tão falado êxodo rural, evitando o inchaço das periferias urbanas. A geração de empregos de perfil tão variado, aliada à intensificação e a diversificação da produção agropecuária, tem a capacidade de quebrar o círculo vicioso que expulsa o homem da terra e, depois, o leva de volta, agregado a movimentos sociais, gerando os indesejáveis conflitos no campo.
Nosso estado possui condições muito particulares que atestam a vocação preferencial pela Agroindústria. Nossa terra possui fertilidade inigualável, possibilitando que aqui seja conduzida a mais exigente atividade agrícola. Nosso solo, ao contrário de outras regiões do país, não é um fator limitante. É, na verdade, uma vantagem competitiva, viabilizando a prática de uma variadíssima gama de culturas. Até mesmo nossa latitude privilegiada, estamos sobre o trópico de capricórnio, possibilita-nos produzir tanto culturas tipicamente tropicais, quanto aquelas de clima temperado, muitas vezes lado a lado.
Não param por aí nossas vantagens competitivas. O Paraná ainda tem o privilégio de sediar as duas mais importantes instituições de pesquisa agropecuária do país: a Embrapa e o Iapar. Tal fato, somado à presença de quatro universidades, nos garante a vanguarda em todas as fases do processo, desde a produção da matéria-prima, até o processamento industrial, passando pelos setores administrativo, comercial , financeiro etc...
O Paraná, desde 1975, está construindo uma nova identidade para si. O espetacular ciclo do café, que se encerrou com a brutal geada daquele ano, deixou em todos nós parâmetros de crescimento e de riqueza inigualáveis, que muitas vezes despertam o sentimento da nostalgia. Esperar que o estado reviva surtos de fantástica pujança como o daqueles tempos, seria contar com o improvável. Entretanto, enfrentar o desafio de acrescentarmos um novo e poderoso elemento à nossa matriz econômica, preferencialmente, parece-nos não apenas factível mas, também , provocante e inspirador.

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

"O Agricultor e a Produção Sustentável de Alimentos"

O Agricultor e a Produção Sustentável de Alimentos

Recentemente, a FAO, Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura, anunciou que já existem um bilhão de pessoas sofrendo de desnutrição em nosso planeta. No ano de 2008, agravando esta situação, presenciamos um importante aumento no custo dos gêneros alimentícios, mas ao contrário de outras ocasiões em que o aumento dos preços agrícolas se deu por quebras de safra, dessa vez tal fato ocorreu em um ano de safras mundialmente abundantes.
Aliás, em sete dos últimos nove anos o mundo produziu menos cereais do que consumiu e chegamos em 2007 a ficar com os estoques reguladores mundiais limitados a apenas 61 dias de consumo. Isto ocorreu pelo aumento da população mundial. Mesmo agora, com a grande crise econômica mundial, os preços agrícolas continuam perto de seus preços máximos e estima-se que as mudanças climáticas possam em curto prazo contribuir para a redução de nossas safras futuras abrindo-se a perspectiva de uma crise alimentar perene. Este é o cenário no qual o agricultor deverá atuar: um mundo cada vez mais quente, populoso e faminto.

A correlação entre a população mundial e a produção de alimentos foi abordada por Thomas Malthus já no século XVIII. Ele acreditava que a população cresceria de maneira geométrica, dobrando a cada vinte e cinco anos, enquanto a produção de alimentos aumentaria de forma aritmética, mais vagarosamente, o que acarretaria em uma limitação ao crescimento da população por falta de alimento disponível. Isso, segundo ele, acarretaria em um controle da população, fosse de forma voluntária ou de maneira involuntária, através da fome, das guerras ou das grandes epidemias. Na verdade, ele afirmava categoricamente que, de uma forma ou de outra, a população mundial forçosamente se adequaria às disponibilidades alimentares. Apesar da lógica de seu enunciado, os ganhos advindos da revolução industrial e os espetaculares aumentos de produtividade oriundos do aperfeiçoamento dos métodos de cultivo fizeram com que a “profecia malthusiana“ ficasse desprestigiada por um longo período.

Entretanto, isso não significa que o planeta tenha conseguido atender a exigência por alimentos ao redor do globo com eficiência ao longo de todo esse período. Estima-se que na década de quarenta quatro milhões de pessoas tenham morrido de fome na Índia em um episódio que ficou conhecido como a “fome de Bengala”. A solução encontrada então, e que explica a eficiência na ampliação da oferta de alimentos até o final da década de noventa, foi conseqüência do pacote tecnológico constituído essencialmente por variedades melhoradas, pesticidas químicos, fertilizantes e irrigação. Trata-se da solução que transformou o meio-oeste americano na grande região produtora de grãos do mundo. A disseminação dessa nova maneira de se praticar agricultura foi difundida durante as décadas de sessenta e setenta e ficou conhecida como a revolução verde. Produziu resultados tão extraordinários que renderam ao especialista americano em agricultura Normam Bourlaug, principal disseminador desta prática agrícola baseada na monocultura industrial, o prêmio Nobel da Paz de 1970.

Infelizmente, em algumas regiões este modelo parece ter se esgotado, pois a produtividade encontra-se estagnada desde a década de noventa. Lençóis freáticos reduzidos pela excessiva utilização da irrigação, assim como a salinização de áreas de cultivo sugerem que o modelo pode ter limitações de sustentabilidade a médio prazo. Além disso, este modelo criou ao redor do mundo uma evidente dependência dos agricultores junto aos fornecedores de fertilizantes químicos e pesticidas que invariavelmente avançaram na participação da renda da produção agropecuária: como resultado, o fenômeno do endividamento agrícola é tão comum no Brasil quanto na Índia. Muitos acreditam que a reversão deste possível esgotamento do referido modelo agrícola esteja no aperfeiçoamento do pacote tecnológico atual com a evolução da utilização da ciência genética, a transgenia, e o aprimoramento nos mecanismos de irrigação.
Entretanto, a engenharia genética atual ainda não conseguiu concretizar, por exemplo, a libertação de nossa agricultura da grande dependência hídrica natural ou irrigada e dos fertilizantes químicos. Ao longo dos últimos seis anos, cerca de quatrocentos especialistas liderados pela FAO estudaram a crise mundial de alimentos e chegaram à conclusão de que o aumento na produção agrícola nos últimos trinta anos, que de fato ocorreu, falhou em melhorar o acesso aos alimentos pelas populações pobres do planeta. Como conseqüência, o estudo sugeriu uma mudança na forma de se praticar a agricultura, incorporando-se práticas sustentáveis e ecologicamente comprometidas, beneficiando pequenos agricultores, cerca de 900 milhões ao redor do mundo, não se limitando à agricultura empresarial. Pode-se chamar isto de Agroecologia, uma agricultura que leva em consideração não apenas a produtividade, mas também o impacto ambiental e social. Argumenta-se que cultivos em pequena escala e a diversificação de culturas seriam capazes de produzir mais alimentos e com muito menos exigência de adubos químicos, especialmente os derivados do petróleo. Estes seriam substituídos paulatinamente pelo uso da compostagem, aumentando a matéria orgânica no solo e capturando carbono da atmosfera, colaborando no combate às alterações climáticas.

É muito provável que não haja nenhum tipo de conflito entre a agricultura empresarial e a agroecologia como estratégias de enfrentamento ao desafio de se ampliar a produção de alimentos. Aliás, o crescimento da população necessariamente exigirá que de uma maneira, de outra, ou ainda, de forma associada, novos recordes de produção sejam alcançados. Mas é evidente que a disponibilidade de recursos naturais é finita e o princípio da sustentabilidade necessariamente deverá ser cada vez mais aplicado em qualquer prática agrícola. A preservação de nossos recursos hídricos através de sua utilização racional e a busca por tecnologias que diminuam a dependência por fertilizantes químicos, especialmente os derivados de combustíveis fósseis, necessariamente farão parte da agricultura contemporânea assim como a conscientização de que população, produção e exploração não poderão continuar a crescer indefinidamente. Evoluindo nossas práticas agrícolas, incorporando novas tecnologias e, de forma definitiva, o conceito da sustentabilidade, certamente poderemos relegar ao esquecimento por mais alguns séculos a famosa profecia, também conhecida como a “Maldição Malthusiana”.

Alexandre Kireeff, com informações da National Geographic

Iracema

video

Traficante de sonho-de-valsa

Enquanto não vai ao ar o site da candidatura, vou mantendo o blog do jeito que dá.Vou postando o que dá, inclusive algumas histórias absurdas como essa aqui: a história do traficante de sonho de valsa.

SPA

A história, verídica, passou-se em um famoso SPA do Brasil. Lugar requintado, de gente rica, onde pessoas gordas se internavam para emagrecer. Disciplina alimentar rígida em favor da perda de peso.

Milionário

Segundo me contaram, um dos internos, milionário, começou a subornar os monitores do lugar para garantir a entrada de caixas de sonho de valsa. Além do consumo próprio, o gordo em questão revendia a mercadoria a outros chocólatras por preços extorsivos, até R$ 15,00 a unidade!

Denúncia

Como todo traficante, este também um dia foi denunciado e sua rede desarticulada. Funcionários foram demitidos e ele sumariamente expulso do SPA, por motivos óbvios.

Substituto

De forma similar às histórias que ouvimos sobre tráfico em qualquer lugar, rapidamente um outro gordo assumiu a operação. Estabeleceu um novo canal para introduzir os sonhos de valsa no estabelecimento e reiniciou o comércio.

Gordo e rico

Como a temporada no SPA tem fim, este segundo gordo cumpriu sua pena, ou melhor, sua temporada, e voltou para seu dia-a-dia de trabalho, ao convívio de sua família, etc. Se emagreceu? Não. Na verdade, voltou com o mesmo peso com que havia entrado no SPA. A única diferença é que voltou com inacreditáveis R$ 20 000,00 no bolso... Não quer acreditar? Então não acredite.

Resistindo

Estou fazendo um enorme esforço para não abrir aqui no blog um "Diário de Campanha". Mas está difícil resistir. O relato diário vou disponibilizar no site do candidato , assim que estiver no ar. Enquanto isso, vou me segurando. Como resultado, umas postagens meio sem-pé-nem -cabeça, conectadas com fatos que ninguém tem conhecimento.
Por exemplo
Por exemplo, a postagem à respeito da minha primeira-comounhão. Tá esquisita, só faz sentido para quem presenciou alguns fatos ocorridos nos últimos dias. Os comentaristas, cheios de razão, cá entre nós, já debulharam....

Leitoa Ligth

Ontem estive na Rural de Maringá participando da ação solidária da Rural Jovem. Trata-se de um almoço beneficente que cresce a cada ano. Ontem mesmo, cerca de 800 pessoas estiveram reunidas lideradas pela Maria Iraclésia, a atual presidente da Rural de Maringá. Quem também esteve por lá foi o primeiro presidente da Rural Jovem de Maringá, o Alexandre Bolfer, atualmente um dos grandes organizadores de rodeio do Brasil. Foi ele que criou esse evento há alguns anos e lançou a tal da "Leitoa Ligth".

domingo, 1 de agosto de 2010

Primeira comunhão

Sou católico. Minha primeira comunhão foi lá na igreja Imaculada Conceição e a minha catequista, se não me engano, a Dona Sebastiana. Dona de uma voz forte e de um "r" mais caipira ainda do que o nosso, cantava determinada ao violão e levava o coral da molecada com ela.

Primeira comunhão

Todo mundo sabe que a primeira comunhão é um marco. É um marco para qualquer criança poder levantar-se, caminhar até o altar e comungar, como os adultos. Isso sem falar na possibilidade de sentir um gostinho do vinho que a gente sempre via que o padre colocava no cálice...Mas a primeira comunhão exige um período de estudo e preparação que somente fica completo com a primeira confissão.

Primeira confissão

"Mas é para contar tudo, tudo mesmo para o padre, Dona Sebastiana?" Era mais ou menos por aí a nossa dúvida de crianças. "Tudinho, não pode faltar nada! Se você estiver com medo de esquecer alguma coisa, escreve em um papel e leva uma colinha...", respondia a Dona Sebastiana. Foi o que fiz.

Lista longa

É evidente que uma criança de 10 anos não pode ter uma ficha corrida de pecados extensa, capaz de romper definitivamente as relações com a igreja ,mas eu resolvi caprichar na minha lista e consegui preencher uma página inteira de caderno. Entreguei ao padre que, silenciosamente, analisou minha lista para depois sorrir e me "receitar" uma ou outra oração, liberando-me para a comunhão.

Repercussão

Agora, a repercussão mesmo foi diante da meninada: afinal, a minha lista era a maior. Meus amigos achavam que eu devia cortar alguma coisa para não me complicar com o padre: "tira isso daí, não precisa falar que você bateu na sua irmã. Pelo menos isso, tira daí!", eles diziam.

Deu certo


No final, deu certo. O padre me liberou, mas o surpreendente é que virei uma referência, uma espécie de ídolo da molecada. Alguém capaz de enfrentar o padre sem esconder nada, incluindo tudo na confissão e, mesmo assim, sair do confessionário pronto para a primeira comunhão e não direto para o purgatório como eles imaginavam. Interessante como essa fase do aprendizado religioso pode ser marcante e definitiva em nossa formação individual.