segunda-feira, 31 de maio de 2010

Dia Internacional contra o Tabaco

Ou dia mundial contra o tabaco? Ou dia da luta contra o fumo? O nome correto não sei exatamente qual é, mas o que importa é o espírito da coisa. A ordem é abandonar o fumo.

Começo

Comecei a fumar nas férias, como estratégia de aproximação das meninas na areia da praia: "oi, tem fogo?". Fumava um cigarro mentolado, só para puxar assunto. Se funcionava? Funcionava, sim.

Brinde

Além de algumas namoradas, a estratégia "você tem fogo?" garantiu a mim o vício do tabagismo. Fumei com vontade até os 36 anos, ou seja, 20 anos fumando pois a "brilhante" idéia de começar a fumar eu tive aos 16.

Motivação econômica

Para parar de fumar, usei todas as ferramentas disponíveis. Adesivo de nicotina, um tal de Ziban, uma fita cassete de auto-ajuda que veio de brinde com os adesivos e sei lá mais o quê. Agora o que foi decisivo mesmo foi a conta do cigarro.

Promoção

Eu fumava 2 maços por dia. Não me lembro o preço naquela época mas, contabilizando os 730 maços anuais, dava para pagar umas férias em Miami! Optei pela promoção, "pare de fumar e ganhe uma viagem para Miami !". Mas que foi difícil parar, para mim foi.

Site do Filo

Já entrou no site do FILO? Está muito bom, fácil de navegar e bem detalhado.

Impostômetro


Você já deve ter ouvido falar do impostômetro. Não? Dá uma clicada aqui e veja a arrecadação de impostos em tempo real. Dá até para verificar a arrecadação por estados!

Guerra biológica



Como o assunto hoje é agrotóxico, ou agroquímicos, como preferem os fabricantes, estou resgatando postagens antigas sobre o assunto.Essa aqui foi postada no dia 6 de janeiro deste ano, após a postagem 'Guerra Química", que também foi reposicionada aqui no blog.
Guerra biológica x Guerra química
Ontem falei da guerra química travada entre produtores e as pragas desta safra. Quem andou pelas áreas de soja do norte do Paraná ontem viu a desesperada aplicação de inseticidas e fungicidas já que há algum tempo ninguém conseguia entrar na lavoura para fazer qualquer aplicação.Entretanto, existem outras formas de se combater algumas pragas da soja e ,ao invés da guerra química, pode-se partir para a guerra biológica.

Baculovirus

O Baculovírus é um vírus que contamina e mata a lagarta da soja, Anticarsia gemmatalis.Quando as folhas de soja contaminadas com o micróbio são comidas pela lagarta, o vírus se multiplica no seu corpo e ela vai perdendo, aos poucos, sua capacidade de movimentação e de comer as folhas. As lagartas morrem de 7 a 9 dias após a contaminação e, depois de alguns dias, seus corpos apodrecem, soltando mais vírus sobre a soja, que serve para matar outras lagartas que vão aparecendo na lavoura. O Baculovírus possui alta eficiência para controlar a lagarta quando pulverizado sobre a lavoura, na dose recomendada.

Como iniciar a guerra biológica

O Centro Nacional de Pesquisa de Soja - Embrapa e também, atualmente, outras instituições de pesquisa e assistência técnica, produzem lagartas mortas pelo Baculovírus. Estas lagartas contaminadas são distribuidas aos sojicultores. São,então, esmagadas e o caldo resultante é aplicadas na lavoura de soja. Quando as lagartas começam a morrer na área tratada, estas podem ser coletadas e preparadas para uso em áreas maiores da propriedade ou mesmo armazenadas para uso na safra seguinte, sem que o agricultor precise aplicar inseticidas químicos para controlar a lagarta da soja. Bacana,né.

Pouco uso

O baculovirus já foi mais utilizado.Conversei com um industrial do setor de agroquímicos que me explicou que o processo de industrialização,que já existe , do baculovirus não é viável pelo pequeno prazo de validade do inseticida natural.Quanto aos produtores, estes acabam por optar pelos inseticidas tradicionais pela praticidade pois o Baculovirus exige um acompanhamento da lavoura diferenciado.Dependendo da "idade da lagarta" e da infestação, seu uso não é recomendado.

Outras armas biológicas

Existem outras armas biológicas tais como a "vespinha" para combater o percevejo da soja. Entretanto, não há dúvida que as ferramentas biológicas ainda estão em desvantagem quando comparadas às químicas principalmente quando se trata de praticidade.Por isso, quando falamos sobre preservação ambiental na agricultura,não podemos deixar de incluir na discussão a necessidade de recursos à pesquisa e desenvolvimento de novas tecnologias ecologicamente corretas e sustentáveis, sob pena do discurso não encontrar amparo na realidade da atividade em questão.

Guerra Química


Repostagem


Essa postagem aqui foi feita no dia 5 de janeiro deste ano. Como o assunto referente à utilização de agrotóxicos foi levantado pelo Estadão, resolvi postar de novo.
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Soja da região
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A soja em nossa região norte do Paraná está espetacular. Andei pela região e pude ver de perto a beleza dos campos cultivados. Agora, o ar... Acontece que tem chovido muito e os agricultores não estão conseguindo utilizar os defensivos químicos a qualquer momento. Como a chuva parou, foi todo mundo aplicar seu veneninho ao mesmo tempo para combater as lagartas, os percevejos e a ferrugem. A bordo dos tradicionais tratores e seus pulverizadores ou utilizando até a aviação agrícola, o dia foi dedicado à guerra química...

Agrotóxicos

Saiu no Estadão: somos campeões de uso de agrotóxicos e usuários de uma série de produtos proibidos em vários países. Banidos por aí, no Brasil a avaliação na Anvisa é lenta o que faz com que se instale a insegurança junto aos consumidores.Mas tem muito mais a se comentar sobre isso.Ainda hoje, complemento.

sábado, 29 de maio de 2010

Eleições

Hoje de manhã ocorreu a Assembléia Geral Ordinária que elegeu a nova diretoria e conselhos da Sociedade Rural do Paraná. A úica chapa inscrita foi a União Rural e foi aclamada pela assembleia como eleita. O novo presidente que tomará posse no dia 10 de junho será o Gustavo de Andrade Lopes e contará como vice com o Roberto Barros. O primeiro, foi diretor administrativo financeiro durante a minha gestão e o segundo, diretor secretário. Conhecem tudo da Rural e, ambos, tem vínculos familiares históricos com a instituição.

De volta

Depois de uma sexta-feira muito corrida, quando estive em Jataizinho, Ibiporã e Cornélio Procópio, de volta ao blog. Agora, sem sombra de dúvida, o melhor mesmo da sexta foi à noite em Cornélio Procópio, quando participamos da XII Baile da Sociedade Rural de Cornélio Procópio.

Baile

Foi o primeiro evento coordenado pela diretoria social da nova diretoria da Rural de Cornélio Procópio e o baile foi muito bacana mesmo. Cerca de 500 pessoas,um buffet legal e um grupo de baile super animado. Repertório clássico para quem conhece baile. Frank Sinatra, uns boleros, depois sambas clássicos e por aí foi... Quando fui embora estava começando a seleção "jovem guarda".

Prestigiado

O evento foi muito prestigiado. Importantes lideranças agropecuárias estiveram presentes à convite do presidente da Sociedade Rural de Cornélio Procópio, José Roberto Hofig Ramos. Ele fez a parte política, aliás muito bem feita. Mas, a festa, quem deixou bacana foi a Marga, sua esposa.

quinta-feira, 27 de maio de 2010

Origem das visitas

Este blog conta com uma ferramenta de acompanhamento de acessos muito interessante.Um dos recursos disponíveis permite a identificação geográfica dos acessos ao blog. Hoje de manhã identifiquei uma série de visitas originárias da India desde o início do mês! São 16 acessos, quatro pela região de Mumbay e 12 pela região de Nova Dheli.Isso não quer dizer que o visitante estivesse exatamente nestas cidades, mas o acesso digital à rede usou estas regiões como referência. De repente me lembrei de um grande amigo que este mês andou pela India à trabalho. Um olho lá, no gado Nelore, e outro cá, na política pé-vermelha.

quarta-feira, 26 de maio de 2010

João das Águas


Hoje gravei com o ambientalista João das Águas para o Gente do Paraná. Natural do sertão da Bahia, primeiro foi atleta de canoagem, depois transformou-se em ambientalista e fundou a Patrulha das Águas, ONG que caminha para 20 anos de atuação.

Entrevista com a Zootecnista Petra Wagner

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Entrevista com o Presidente da Associação de Moradores de Jardim São Francisco de Assis, João Leal

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terça-feira, 25 de maio de 2010

Pergunta para o Stédile

Hoje, a Rádio da UEL convidou-me para que gravasse uma pergunta ao líder do MST, João Pedro Stédile. Perguntei se ele não achava que o binômio "indice de proditividade e desapropriação" deveria ser substituído por algo novo, menos conflituoso, para se conseguir terras para assentamento de agricultores.

Não ouvi a resposta

Não tenho a menor idéia de como ele respondeu a pergunta que lhe fiz pois à tarde estava longe de qualquer rádio e não pude ouvir a entrevista. Já escrevi sobre isso em 2006 e,por incrível que pareça, quatro anos depois,novamente em período eleitoral, o tema da revisão dos índices de produtividade voltou à pauta. O texto é incompleto porque não sugere uma solução, mas à época não tinha a clareza sobre como isso poderia ser feito. Hoje compreendo melhor a questão.

Na Rural

Quando ainda presidia a Rural no final de 2009 e o tema voltou a ser objeto de especulações, usei o mesmo editorial que havia usado em 2006 para tratar do tema. Caiu como uma luva. O texto está aí em baixo, dividido em tópicos para estimular a leitura.

Índices de produtividade não fazem reforma agrária: é uma questão de lógica, não ideológica.

Há cerca de vinte anos, nossos representantes no Congresso Nacional construíram a legislação responsável por ordenar a reforma agrária no Brasil. A partir de então, o conceito da “produtividade”, aliado à desapropriação, fundamentou as ações governamentais objetivando modificar a estrutura agrária no país pela via fundiária.

Promoção de conflitos

Ao longo desse período e de vários governos, este abordagem de nossa política agrária revelou-se promotora de conflitos e absolutamente inapta a realizar uma reforma da estrutura agrária brasileira. Apenas serviu de fomento à violência e ao conflito, pois em momento algum representou uma postura consensual entre as partes envolvidas.

Princípios econômicos básicos

Tal conceito despreza princípios econômicos básicos ao fundamentar-se em quantidade de produto por hectare, excluindo da questão a rentabilidade ao impor de forma arbitrária metas ao produtor. Não considera que toda atividade produtiva tem seu ponto de equilíbrio econômico e que, muitas vezes, o custo para se atingir uma determinada quantidade de produto, torna a atividade deficitária. Isto é bastante óbvio, mas para fins de reforma agrária, é sumariamente desconsiderado.

Adversidades climáticas

Além disso, o referido conceito não leva em consideração as perdas de produtividade decorrentes de adversidades climáticas e, tão pouco, considera as dificuldades provenientes de uma crise de preços. Aliás, a obrigatoriedade de se atingir metas de produção, independentemente das condições de mercado, tem sido uma das causas dos desequilíbrios financeiros que criam a necessidade das terríveis renegociações das dívidas agrícolas.

Problema de todos

Quando isso ocorre, o problema que aparentemente seria apenas dos produtores, passa a ser de toda a sociedade pois as renegociações evidentemente oneram a sociedade como um todo. Planos agrícolas bem elaborados, como este da safra 2009/2010, perdem relevância diante da subversão das regras básicas do mercado impostas pelos referidos índices e metas. E quantas vezes produtores se viram obrigados a produzir muito mais do que deveriam, cientes de que teriam prejuízos, apenas para poderem cumprir seus compromissos com a produtividade oficial.

Questão de lógica, não ideológica.

Surpreendentemente, observa-se uma movimentação política no sentido de se incrementar os índices de produtividade como se esta sistemática fosse, de fato, eficiente e necessitasse apenas de reajustes. Pelo contrário, promover a desapropriação de terras, através da estratégia dos “índices de produtividade” não nos parece ser razoável, até porque, se tal estratégia fosse eficiente, as duas décadas de sua aplicação teriam, definitivamente, sepultado a própria discussão da reforma agrária.Já não se trata de uma questão ideológica , mas de pura lógica, de relação entre causa e efeito e, neste caso , de causa sem efeito.

Setor agropecuário é contrário.

Diante disso, a posição do setor é clara: não concorda com o incremento dos índices de produtividade. Não concorda porque os últimos vinte anos comprovam que a ferramenta é ineficiente para o fim a que se propõe. Não concorda porque o mundo mudou e a agropecuária brasileira precisa estar inserida de forma competitiva neste ambiente globalizado. Não concorda porque existem outros caminhos capazes de reformar a realidade agrária brasileira, valorizando a agricultura familiar, incentivando o cooperativismo, fomentando a diversificação e a verticalização da produção. Finalmente, não concorda porque entende que também participa diariamente com sua cota de colaboração para a construção de um Brasil mais justo.

E você?

E você? O que penda sobre isso? Em minha opinião, deixando de lado qualquer influência ideológica, acredito que haveria sim outras formas para se conseguir terras para o assentamento de agricultores. Leilões de terras cadastradas e qualificadas previamente para esse fim, ´com a aquisição pelo menor preço, com recursos previstos em orçamento federal ,seria um desses possíveis novos caminhos.Deflacionaria o mercado e ,garanto, sobraria terra.Conflitos ,então, seriam extintos.

Saiu no Estadão:Bibliotecas nas escolas

Entrou em vigência nesta terça-feira, 25, uma lei que determina que as instituições educacionais públicas e privadas de todos os sistemas de ensino do Brasil deverão ter bibliotecas. As escolas terão um prazo máximo de 10 anos para instalarem os acervos de livros, documentos e materiais videográficos.

Diário Oficial
Publicada na edição desta terça-feira do Diário Oficial, a lei determina a obrigatoriedade de "um acervo de livros na biblioteca de, no mínimo, um título para cada aluno matriculado, cabendo ao respectivo sistema de ensino determinar a ampliação deste acervo conforme sua realidade, bem como divulgar orientações de guarda, preservação, organização e funcionamento das bibliotecas escolares."

Universalização

Sancionada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a lei de número 12.244 visa a "universalização das bibliotecas nas instituições de ensino do País", como descrita em seu texto de publicação.

Hugo Simas tinha biblioteca

Quando estudava no Colégio Estadual Hugo Simas frequentava muito a biblioteca. Emprestava livros com frequência e,se não me engano, li grande parte da obra infantil do Monterio Lobato através de exemplares daquela biblioteca.

Mudanças


As especulações em torno dos impactos das mudanças climáticas na produção de alimentos são as mais variadas. Tem gente que acredita que será impossível produzir com taxas de CO2 mais elevadas ou com maiores temperaturas e por aí vai. Mas sabe que tem gente fazendo experiências à campo simulando condições atmosféricas diferentes e já com alguns resultados?

Mundo mais quente

Já existem algumas experiências relacionadas ao aumento de temperatura. Existe, por exemplo, um tal de "Experimento Internacional da Tundra", da Universidade da Columbia Britânica, que utilizou câmaras de aquecimento em dezenas de localidades em vários países.Percebeu-se que aumentos de temperatura entre 1 e 3 graus estimula o crescimento de arbustos e gramíneas nestas latitudes, sugerindo que o aquecimento deverá aumentar a biodiversidade nestas condições nesta localização geográfica.

Mundo com mais CO2

Já a Universidade de Ilinois em sua Instalação de Enriquecimento de CO2 ao ar livre estudou o crescimento vegetal que com altas taxas de CO2 atmosférico e 20% de ozônio.E não é que nestas condições a soja apresentou crescimento acima do normal! Em compensação, foram muito mais atacadas por besouro que consomem a parte aérea.

Mais experimentos com CO2

Já os dados levantados no Laboratório Nacional de Oak Ridge que conduz o experimento de Enriquecimento de CO2 ao ar livre há mais de 10 anos confirmaram que níveis aumentados de CO2 estimulam a fotossíntese,incorporando mais carbono às planta. Quando elevou-se o nível de CO2 para 550 ppm,um nível que poderá ocorrer em 100 anos, há evidências de que as plantas possam responder favoravelmente,embora os ganhos possam ser impedidos pela escassez de nutrientes, como o nitrogênio.

Destino do CO2

O aumento da produção primária líquida indica a quantidade de carbono acrescida à planta sem refletir o destino a longo prazo. Em florestas de coníferas, na Carolina do Norte, o carbono adicional foi armazenado principalmente em troncos e galhos. Em florestas do Tenesse, esse acréscimo ocorreu principalmente em raízes.

Regime de chuvas

Não vou nem tentar explicar como são as instalações destes experimentos que controlam o regime de chuvas. Mas o fato é que conseguem controlar a precipitação ao ar livre, impedindo que as chuvas naturais atinjam o solo, etc.. Com relação aos resultados, experimentos realizados pela Kansas State University chegaram a conclusão de que algumas gramíneas toleram melhor a alteração da precipitação que outras.

Florestas temperadas e amazônica

Em florestas temperadas,árvores maduras com raízes profundas resistiram bem a reduções pluviométricas, mas árvores jovens ,menos enraizadas, morreram. De forma antagônica, árvores de grande porte da Amazônia brasileira morreram durante o quarto ano de estiagem criada por pesquisadores do Centro de Pesquisa Woods Hole, em Massachustetts, enquanto mudas e árvores jovens foram menos afetadas.O bloqueio de 60% da precipitação ressecou solos profundos ,mas a superfície continuou relativamente úmida.

Resultados

Por enquanto, os resultados são sugestivos do comportamento vegetal.Entretanto,ainda são poucos os experimentos que testam modificações concomitantes na temperatura,no regime de chuvas e nas concentrações de CO2. Já existem alguns experimentos neste sentido em andamento, mas a interação entre estas variáveis cria cenários múltiplos e, cá entre nós, exigirá bastante dos cientistas para simular cenários possíveis, e não apenas especulativos.

segunda-feira, 24 de maio de 2010

P.I.B, F.I.B e a mensuração do desenvolvimnto

O III Congresso Nacional de Responsabilidade Socioambiental trouxe a Londrina a Susan Andrews e a discução à respeito da Felicidade Interna Bruta , FIB. A discussão à respeito de assunto tem outras abordagens.
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PIB

Tradicionalmente a avaliação do desenvolvimento de uma cidade, de uma região ou de um país tem sido feita através da mensuração da variação do PIB. Trata-se de um importante parâmetro para se aferir a condição econômica de qualquer comunidade, mas estabelecer metas ou elaborar conclusões levando-se em consideração apenas o crescimento econômico, não contempla a totalidade das demandas da sociedade contemporânea.

Avaliação Incompleta
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O crescimento da economia, do nível da industrialização e das rendas das pessoas são importantes maneiras de se buscar o desenvolvimento das populações, mas reduzirmos nossas metas ao crescimento destes itens e limitar nossas avaliações à suas variações não é suficiente.
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Expansão da liberdade
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Muito mais do que limitar-se àquelas questões, o desenvolvimento deve ser capaz de expandir a liberdade humana e, sob a ótica restrita da mensuração da geração de riquezas, tal objetivo fica impossibilitado de ser avaliado.
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Serviços Públicos

A ampliação da liberdade pode ser implementada pela disponibilização de serviços públicos satisfatórios e assistência social eficiente, pois são tais condições que são capazes inclusive de libertar o ser humano de uma expectativa de vida reduzida sob o ponto de vista temporal.

Qualificação da condição de vida
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A garantia de direitos civis e a possibilidade de participação da vida social, política e econômica da comunidade também são manifestações das liberdades humanas que devem fazer parte tanto das metas quanto das mensurações relativas à aferição do nível de desenvolvimento de uma região ou população, pois pertencem a um conjunto de liberdades capazes de qualificar substancialmente a condição da vida humana.
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Fins e meios de desenvolvimento
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Além disso, as liberdades não devem ser entendidas apenas como os fins do desenvolvimento, mas também serem reconhecidas pela sua importância como promotoras de desenvolvimento, como sugere o economista Amartya Sem em seu livro “Desenvolvimento como Liberdade”.
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Liberdades políticas
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Liberdades políticas promovem segurança institucional que garantem a proliferação dos essenciais investimentos estruturais. Serviços públicos qualificados potencializam a capacidade de participação econômica ao permitir que parte da renda bruta da população não seja destinada a complementar a ineficiência estatal.
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Liberdade econômica,educação e capacitação profissional

A liberdade econômica, além de gerar riqueza individual, pode ampliar a arrecadação pública qualificando seus serviços. O acesso à educação e à capacitação profissional habilita o cidadão a ampliar sua capacidade produtiva e o liberta das limitações impostas pelo seu despreparo educacional ou profissional, desencadeando um círculo virtuoso de desenvolvimento eliminando paulatinamente a pobreza econômica que priva as pessoas do direito de obter sua nutrição básica, de ter moradia digna, de acessar a assistência médica, além de consumir água tratada e desfrutar de saneamento básico.

Mensurações
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Diante do atual cenário mundial repleto de mensurações estritamente econômicas negativas em funçaõ da crise econômica desencadeada no segundo semestre de 2008, precisamos estar atentos e nos utilizarmos de outros mecanismos de verificação da condição da população, tanto para avaliarmos precisamente o impacto causado pela situação econômica mundial em toda sua abrangência, quanto para elaborarmos estratégias de atuação, definirmos metas e, principalmente, elegermos prioridades adequadamente.
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O desenvolvimento que buscamos
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A busca pelo desenvolvimento, mais do que nunca, deve ser um processo amplo, com metas econômicas, mas também voltado à expansão das liberdades, dirigindo a atenção para os fins que o justificam, pois, desta forma, além de aumentarmos a qualidade dos resultados, estaremos permanentemente alimentando os meios que o viabilizam.

sábado, 22 de maio de 2010

III Congresso Nacional de Responsabilidade SocioAmbiental

Começou ontem o III Congresso de Responsabilidade Sócio Ambiental.Para começar, palestra sobre Felicidade Interna Bruta com a Dr.Susan Andrews. Nunca ouviu falar sobre isso? Dá uma olhada aqui para ter uma idéia superficial sobre o assunto. É interessante e está sendo muito discutido em todo o mundo

Sexta também

Se quinta-feira ficamos sem postagens por aqui, não porque estivemos de férias, não.Pelo contrário, rodamos por alguns municípios da região. Ainda hoje, atualizo o blog.

quinta-feira, 20 de maio de 2010

Quinta sem postagens

Hoje ficamos sem postagens pois passamos o dia em Curitiba.

Orlando Pessuti no Gente do Paraná

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quarta-feira, 19 de maio de 2010

Ficha Limpa: Como Fica.

As informações são do site do Estadão: O projeto Ficha Limpa foi aprovado pelo Senado. Os senadores levaram apenas uma semana para analisar a proposta para dar tempo de valer para as eleições de outubro. O projeto, de iniciativa popular, barra a candidatura de políticos condenados pela Justiça.
Leia abaixo como era e como vai ficar com a aprovação do projeto:

QUEM FICA INELEGÍVEL

Como é hoje: só os condenados com sentença transitada em julgado (sem possibilidade de recurso) ficam inelegíveis.

Como fica com o Ficha Limpa: condenação decidida por decisão colegiada deixa o político inelegível. Porém, o mesmo pode recorrer e, se conseguir liminar, pode se inscrever na eleição.

TEMPO DE INEGIBILIDADE

Como é hoje: o período de inelegibilidade varia de três a oito anos, a depender do crime.
Como fica com o Ficha Limpa: o político condenado pela Justiça fica oito anos inelegível.

CRIMES PREVISTOS NA LEI

Como é hoje: ficam inelegíveis condenados sem possibilidade de recurso pelos crimes contra economia popular, mercado financeiro, administração pública, fé pública, patrimônio público, tráfico de entorpecentes e crimes eleitorais.

Como fica com o Ficha Limpa: além dos crimes já previstos hoje, ficam inelegíveis também os condenados por decisão colegiada acusados de crimes de abuso de autoridade, lavagem ou ocultação de bens; racismo; tortura; terrorismo; crimes hediondos; trabalho escravo; crimes contra a vida; abuso sexual; formação de quadrilha ou bando; ato doloso de improbidade administrativa que importe lesão ao patrimônio público; e enriquecimento ilícito.

CRIMES PRATICADOS NO EXERCÍCIO DO PODER

Como é hoje: quem tem cargo público na administração pública direta ou indireta que é condenado por abuso de poder econômico ou político fica inelegível por três anos. É comum que as decisões da Justiça saiam no final do mandato de quatro anos do político. Assim, na eleição seguinte, ele pode se reeleger.

Como fica com o Ficha Limpa: os mesmos ficam inelegíveis por oito anos seguintes à decisão.
POLÍTICOS QUE RENUNCIAM PARA NÃO SEREM CASSADOS

Como é hoje: político ameaçado de ser processado e renuncia para não ter o mandato cassado pode se candidatar na eleição seguinte

Como fica com o Ficha Limpa: presidente da República, governadores, prefeitos, deputados federais e estaduais, senadores e vereadores que renunciam para não perder o mandato ficam inelegíveis nos oito anos subsequentes.

PROFISSIONAIS PROCESSADOS

Como é hoje: político que tenha sido demitido do cargo profissional por decorrência de infração ética e profissional não tem impedimento para se candidatar.

Como fica com o Ficha Limpa: profissional excluído da profissão por infração ética fica inelegível. Funcionários públicos demitidos após processo administrativo ou judicial também. Ainda membros do Ministério Público que tenham perdido o cargo por processo disciplinar ficam fora das eleições.

Vamos consumir trigo importado, mais ainda.

Era esperado e está se confirmando: este ano diminuirá a área de trigo plantada e, portanto, vamos ter que importar mais trigo ainda. Previsível.Ano passado, já discutíamos esta questão em um grande seminário realizado na Sociedade Rural do Paraná. Seminário de altíssimo nível, com brilhantes participações de quem entende do assunto. Segue abaixo, partes de um editorial do Jornal da Rural que já apontava um ano atrás a necessidade de uma política contundente para a produção de trigo brasileira.

Farinha importada

"Grande parte do pão que consumimos é produzida a partir de farinha feita de trigo importado. Normalmente, compramos o trigo ou sua farinha da Argentina porque o Brasil consome dez milhões e meio de toneladas do grão, mas só produz seis milhões de toneladas. Mais da metade dessa tonelagem já é produzida aqui no Paraná e talvez seja o momento de buscarmos não apenas o aumento de nossa produção, mas auto-suficiência.

Quebra da safra argentina em 2009

Tal reflexão surge em função da surpreendente quebra da safra argentina em cerca de 50% e, mesmo considerando a garantia de fornecimento por nossos vizinhos do Mercosul e a possibilidade de importarmos o grão de outros países, não resta dúvida que podemos experimentar a sensação desconfortável da perspectiva do desabastecimento e da dependência de um fornecedor estrangeiro.

Auto-suficiência

Até hoje, nossa auto-suficiência jamais foi alcançada pela dificuldade em produzirmos o cereal a preços internacionalmente competitivos. Isto se deve porque nosso clima não é exatamente o mais adequado e também porque o mercado conta com fornecedores altamente subsidiados, especialmente os do hemisfério norte.

Intervencionismo

Aliás, historicamente a cultura do trigo tem sido objeto de políticas intervencionistas. Subsídios tanto à exportação quanto à produção do trigo sempre fizeram parte da política agrícola de muitos países preocupados em garantir sua independência alimentar sob qualquer circunstância.

Na Inglaterra


Na Inglaterra do séc.XVI, esta obsessão pela auto-suficiência incluía tanto subsidio a exportação,
em um evidente estímulo à produção nacional, quanto a proibição radical de se comprar trigo para fins de revenda, como uma tentativa de se evitar a especulação em torno do alimento básico da população inglesa.

Infrações

O eventual atravessador flagrado era, vejam só, condenado a dois meses de prisão em uma primeira infração, há seis meses em caso de reincidência e condenado ao pelourinho e preso por tempo indeterminado, com confisco de todos os seus bens em caso de uma terceira infração. Tudo isso como estratégia para se garantir que o pão chegasse sempre aos lares da Grã Bretanha.

Hoje,no Brasil

Nos dias de hoje, para atingirmos a auto-suficiência na produção do trigo não resta dúvida de que também precisaremos de políticas específicas, evidentemente adaptadas aos nossos tempos. Certamente podemos abrir mão do pelourinho.

Algumas ações

Neste sentido, algumas iniciativas absolutamente contemporâneas já estão sendo tomadas tanto pelo governo paranaense quanto pelo governo federal. O Governo do Paraná, por exemplo, irá destinar recursos do Fundo de Desenvolvimento Econômico para complementar o custeio do seguro da cultura na ordem de 15 a 30 % do valor total. Estes percentuais, somados aos 70% já provenientes do governo federal, podem garantir o custeio total do seguro agrícola do trigo.

Estímulo

Tal medida certamente estimula o plantio de trigo em nosso estado, pois, segurado, o produtor não estará sujeito a um revés financeiro se houver quebra na produção por adversidade climática. Na mesma esteira, o governo federal tem sinalizado que pretende estimular o plantio do trigo ao anunciar preços mínimos adequados e especialmente quando, mesmo diante do atual cenário, optou por manter a TEC do trigo , evitando uma inconveniente queda nos preços.

Pouco para a auto-suficiência

Entretanto, isto ainda não é o suficiente e é por isso que produzimos apenas um pouco mais da metade de nosso consumo.Para atingirmos a auto-suficiência necessitamos de um plano abrangente, amparado na decisão política de construirmos nossa independência, que inclua não apenas o apoio e proteção à produção e a comercialização, mas que também inclua o essencial investimento em pesquisa e desenvolvimento de tecnologias.

Medidas

Necessitamos de um conjunto de medidas que sejam capazes de tornar o Brasil absolutamente imune às quebras de safra da Argentina ou de qualquer outro país e, isto é importante, internacionalmente competitivo a médio prazo.

Preços poderiam subir no início...

É claro que ao menos por enquanto poderá se dizer que uma política de incentivo à produção do trigo poderá encarecer o produto internamente, o que seria indesejável. Entretanto, a independência neste caso deve ser vista como uma decisão estratégica, tal qual aquela tomada quando se criou o pró-alcool ou quando se optou por investimentos na prospecção do petróleo ao invés de simplesmente adquirirmos gasolina no mercado internacional, mesmo quando os preços eram convidativos.

Matriz energética

Hoje, nossa matriz energética é a mais limpa do mundo e em breve, pasmem, o petróleo que será extraído no “Pré Sal” nos tornará não apenas totalmente independentes da importação do petróleo, mas também grandes exportadores o que justifica plenamente a opção estratégica em detrimento da decisão simplesmente analisada pelo ponto de vista econômico.

Decisão estratégica


A decisão que podemos tomar é novamente estratégica. Um amplo debate envolvendo produtores, técnicos, pesquisadores e os Governos Estadual e Federal certamente poderá construir as bases de um plano que tenha como objetivo tornar a produção de trigo brasileira, e em especial a paranaense, capaz de abastecer totalmente o mercado interno em um curto espaço de tempo.

Paozinho argentino ou brasileiro?

Aí então, faça chuva ou faça sol, na Argentina ou em qualquer outro país, passaremos a consumir o verdadeiro pãozinho verde e amarelo, tupiniquim, e não mais o pão de los hermanos, feito de trigo importado do país vizinho. "

O que aconteceu

O texto acima, foi escrito ainda no decorrer da safra. O que aconteceu é que a safra passada quebrou, o seguro agrícola demonstrou estar inapto a garantir a perda da qualidade e os produtores, sujeitos às mesmíssimas condições daquelas do ano passado diminuíram sua coragem em plantar trigo esse ano. Resultado, vamos importar mais trigo ainda...

Anísio Tormena

Faleceu Anísio Tormena, presidente da Alcopar. Amigo, uma grande liderança empresarial de nosso estado.

domingo, 16 de maio de 2010

Cidades Mortas

Fui a uma livraria comprar um presente de aniversário para meus sobrinhos que comemoraram seus três aninhos e, na parte de livros infantis, encontrei o livro Cidades Mortas, de Monteiro Lobato. Evidentemente estava no local errado. O livro, não eu.

Sustentabilidade

A crônica "Cidades Mortas" que acaba emprestando seu título ao do livro é,no fundo, a constatação da insustentabilidade da agricultura praticada naquela época no estado de São Paulo e seu impacto nas pequenas cidades do interior.

Átila

"No campo não é menor a desolação. Léguas a fio se sucedem de morraria áspera, onde reinam soberanos a saúva e seus aliados, o sapé e a samambaia. Por ela passou o Café,como um Átila. Toda a seiva foi bebida e, sob forma de grão, ensacada e mandada para fora. Mas do ouro que veio em troca nem uma onça permaneceu ali, empregada em restaurar o torrão". Monteiro Lobato.

Encontro na Segunda


Nesta segunda-feira participo de encontro com produtores agropecuários. Vamos discutir a " Agricultura do Séc XXI: Desafios e Soluções". Vamos discutir temas importantes, especialmentre o desafio da ampliação da produção para abastecer o crescimento da população mundial e a conciliação com as diversas questões contemporâneas como a sustentabilidade, o seguro de renda, etc...

Palestra , discussões e Mc Planalto

Já estava enferrujando por deixar de conversar com produtores agropecuários. Entretanto, ontem pude dirigir-me diretamente a eles, resgatar alguns temas discutidos ainda enquanto presidia a Rural e escutar algumas importantes observações das 347 heróicas lideranças que, mesmo com chuva, compareceram ontem ao Buffet Planalto e assistiram a palestra "A Agricultura do séc. XXI, desafios e soluções". Depois , como diz nosso amigo Renato do Café com Pizza, Mc Planalto.

sábado, 15 de maio de 2010

Butantã queimado: já fui cliente!


Um incêndio ocorrido na manhã deste sábado no laboratório de répteis do Instituto Butantan destruiu milhares de espécimes de cobras e de aracnídeos, incluindo exemplares ainda não descritos pelos cientistas. Nenhum dos animais estava vivo.

Coleção

Toda a coleção de cobras do Butantã - um total de aproximadamente 85 mil exemplares, a maior coleção do mundo de animais da região tropical - foi perdida no incêndio. Centenas de espécimes desses répteis que haviam sido coletadas pelos biólogos ainda não haviam sido descritas. Entre os aracnídeos - em especial aranhas e escorpiões -, a perda foi de cerca de 450 mil espécimes, das quais milhares ainda não tinham sido descritas pelos cientistas do instituto.

Animais vivos

O prédio conjugado ao laboratório de répteis comporta as espécies vivas, que foram retiradas durante o incêndio e não sofreram nenhum dano.Segundo a assessoria de imprensa do Butantã, as pesquisas de vacina, a assessoria afirma que estas não foram afetadas, já que são feitas a partir de animas vivos.

Sou cliente

Posso me considerar cliente do Instituto Butantã: já fui mordido por uma serpente venenosa. Foi no Mato Grosso do Sul, há 20 anos mais ou menos e ,se não fosse o soro anti-ofídico, poderia muito bem ter morrido. Pelo menos uma amputação do pé esquerdo dificilmente escaparia.

Necrose

A serpente em questão era uma jararaca e seu veneno é necrosante. Assim, poucos minutos depois, já havia evidentes sinais de necrose ao redor do local atingido. Para quem já viu fotografias de pés , mãos ,etc, afetados pela ação do veneno da jararaca, meu pé reagiu da maneira clássica: ficou imenso, muito inchado mesmo e enegrecido.

Dor

Doeu demais e, após a recuperação, fiz uma pequena cirurgia corretiva pois uma parte da perna onde a jararaca cravou suas presas necrosou de verdade.Hoje, resta apenas a cicatriz. Um dia conto como foi que aconteceu e como fui socorrido, à noite, à pé, em uma picada em meio à mata, a 10 km da casa mais próxima onde havia apenas um cavalo e nem mesmo um telefone ou um rádio...

Sem bate chapa

Este ano, novamente não haverá bate-chapa na Rural. Apenas uma chapa inscreveu-se liderada pelo engenheiro agrônomo, agropecuarista e empresário Gustavo de Andade Lopes. Tem amplas condições de realizar um grande mandato à frente da Sociedade Rural do Paraná.

Luta Rural
Quando nos elegemos, há quatro anos, não houve consenso. Na verdade, foi o clássico bate-chapa, campanha na rua, boca de urna, etc... Até o governador Requião, que é nosso sócio, veio a Londrina votar. Contra mim, inclusive. No segundo mandato, aí já houve consenso.


União
Mas a Rural é um lugar realmente diferente. Mesmo após a disputa eleitoral de 2006, contei com o apoio irrestrito de todos os sócios e me esforcei ao longo dos quatro anos em que fui presidente para ser presidente de toda a rural e não apenas do grupo que compunha ou elegeu a nossa chapa. O Gustavo conseguiu aglutinar em torno da chapa que inscreveu um grupo que representa muito bem todo o conjunto de sócios da Rural. Não é uma chapa de grupo, é uma chapa da Rural.

sexta-feira, 14 de maio de 2010

Twitter, Blog,etc...

Como é interessante esse negócio de redes sociais e como muda a forma de relacionamento interpessoal. Dia desses, um jovem que assiste ao Gente do Paraná pegou o meu endereço do twitter que viu na tv e começou a seguir-me. Agora que pretende cursar Arquitetura e Urbanismo na Unifil, entrou em contato comigo pelo twitter e enviou-me via e-email seu currículo. Tudo muito rápido, muito fácil. Aliás, trata-se de um rapaz de 23 anos, com uma experiência profissional razoável, conhecimento de informática e inglês. Enfim , se alguém estiver com uma vaga por aí, basta dar um alô para este blogueiro!

Encontros políticos casuais

Fui a Maringá, encontrar-me com o futuro presidente da Sociedade Rural do Paraná, Gustavo de Andrade Lopes, que participava de uma reunião com várias Sociedades Rurais de diversas cidades do estado. O assunto era o fim da vacinação contra febre aftosa no estado.

Abelardo
Lupion
Quem estava por lá era o deputado federal Abelardo Lupion. Conversamos sobre a política estadual e ele reforçou minha impressão de que segunda-feira devemos ter definições na política estadual envolvendo o senador Osmar Dias.

Ricardo Barros
O deputado federal Ricardo Barros também esteve conversando conosco e reafirmou sua intenção de disputar uma cadeira no senado e que, se isto não for possível, pretende concorrer ao governo do estado. Já havia ouvido esta história por terceiros, mas agora quem me disse isso foi o próprio deputado Ricardo Barros.

Eventos


Esta noite participei de dois importantes eventos. O primeiro, no Hotel Bourbon, foi promovido pela juventude do PMDB de Londrina. O jovem Bruno Ubiratan encarregou-se de organizar a mobilização e, confesso, gostei muito do que vi. Há algo de novo na política de Londrina, certamente.

Yoshii

Na sequência, encaminhei-me à chácara Graciosa onde acompanhei a sessão solene da Assembléia Legislativa do Estado do Paraná que outorgou ao empresário Atsuhi Yoshii o título de cidadão honorário do estado do Paraná. Merecido reconhecimento a um empresário de muito sucesso e de princípios irretocáveis, assim como sua inseparável e ativíssima esposa Kimiko Yoshii. O evento muito agradável, contou com recepção e uma apresentação muito bacana do grupo Chorus, nosso Manhatan Transfer pé-vermelho. A foto acima, feita à distância e do celular, é do grupo Chorus.

quinta-feira, 13 de maio de 2010

A força da grana


Li recentemente um artigo do Jefrey Sachs, diretor do Instituto Terra da Universidade de Columbia, em que ele revela sua preocupação diante da possibilidade do congresso americano não aprovar a lei de mudanças climáticas. Bandeira da campanha de Obama à presidência dos USA, até mesmo a opinião pública tem mudado sua percepção à respeito da veracidade da informação de que o mundo está de fato esquentando.

Pressões

Segundo Sachs, as pressões do setor petrolífero, do carvão e a própria crise econômica fazem com que a proposição de uma economia de baixa emissão de carbono seja vista com resistência. Até mesmo influentes jornais como o Wall Street Journal optaram por uma linha editorial cética em relação à ciência do clima. Lendo o artigo de Sachs, que também é autor do excelente livro A Riqueza de Todos, lembrei-me de um verso de Caetano Veloso em sua composição "Sampa": "É a força da grana que ergue e destroi coisas belas".

quarta-feira, 12 de maio de 2010

Entrevista com Iracema dos Santos

Assista no vídeo abaixo a entrevista com Iracema dos Santos, para o Programa Gente do Paraná.

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Entrevista com Iracema dos Santos - Parte 2

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Petra Wagner no Gente do Paraná


Hoje gravei com a Petra Wagner para o Gente do Paraná. Petra, zootecnista, é presidente da Anpaqui, Associação Norte Paranaense dos Aquicultores. A aquicultura, a Petra esclareceu, envolve todas as atividades ligadas à produção no ambiente aquático: peixes, camarões, mariscos, ostras, etc... Depois da gravação, contou-me um pouco da sua experiência como professora da Fundação Bradesco, lá em Bodoquena, no Pantanal. Dava outro programa.

segunda-feira, 10 de maio de 2010

Grécia ,Bolívia e Brasil

Há alguns anos, fui convidado, ou melhor, nossa empresa agropecuária familiar foi convidada a investir na Bolívia. Tratava-se de um projeto de agropecuária, envolvendo não apenas a produção, mas também transferência de genética bovina e de pastagens, de tecnologia reprodutiva bovina e de sementes de gramíneas, treinamento de mão-de-obra e muito mais.

Tarija

O projeto seria implementado no Departamento de Tarija. Este estado boliviano, tem parte de seu território na altitude de 2800m e outra na planície do seco chaco boliviano, às margens do rio Pilcomayo.

Petrobrás.

O projeto seria financiado pelos royalties que àquela época a petrobrás pagava ao departamento de Tariha. Conheci o Governador do departamento e o prefeito da capital. Ambos tinham o discernimento que aquela era a única oportunidade que teriam para mudar a realidade regional. Além do projeto agrícola, também existiam outros voltados ao saneamento, à educação, à agroindustrialização. Estavam até produzindo vinho lá nos 2800m .

Morales

Naquela época estávamos às vésperas das eleições presidenciais e decidimos aguardar o resultado pois não nos parecia haver garantias institucionais suficientes para fazer investimentos na Bolívia.Tudo dependia do governante em si.Lá, o governante se sobrepõe à frágeis estruturas institucionais.

Nada de projeto

Não precisa nem dizer que o projeto não foi para a frente. Com a eleição de Morales, uma de suas primeiras providências foi botar a Petrobrás para correr e aquele processo de modernização da Bolívia, de construção de infra-estrutura financiada pelos royalties da Petrobrás, deve estar sendo feito por outra via.

Credibilidade

O interessante é que,no fundo,estávamos tratando de credibilidade. Ninguém faz nenhum tipo de investimentos se não houver credibilidade. A Grécia, por exemplo, está à beira do caos social por não oferecer credibilidade na gestão de suas contas. Assim, ninguém está disposto a financiar o governo e este entra em inadimplência.

Remédio amargo

Falta de credibilidade exige recuperação de credibilidade.A Grécia, por exemplo, terá que promover intenso ajuste fiscal, com redução de benefícios, congelamento de salários e aumento de impostos ,sinalizando um equilíbrio à médio prazo para que a ajuda internacional mande dinheiro para lá.

Brasil já sofreu

Na década de 90, o Brasil ainda não contava com a confiança internacional e mesmo tendo uma condição fiscal razoável, foi contaminado pela crise russa e teve que passar por um ajuste fiscal para que a comunidade internacional nos ajudasse. Assim, mesmo com um cenário recessivo, o Brasil, rompendo a lógica do combate à recessão, aumentou juros, diminuiu seu déficit público e aumentou impostos. Tudo isso buscando a tal da credibilidade, moeda de troca de valor incalculável.

domingo, 9 de maio de 2010

Dia das Mães

O meu foi clássico. Filhos e filhas juntos à mãe celebrando o amor. E uma mesa farta, claro. Ao final, filhos que se despedem, netos que partem, todos com seus compromissos, suas vidas, deixando lugar para a saudade...

Lucy

Atendendo às coprrentes evolucionistas, além da imagem da Eva, representante do criacionismo, uma foto de Lucy.
Tirei a foto do esqueleto de Lucy. Estava feio demais. Preservei a postagem porque já tem um comentário, senão...

Explicação

Aliás, segue aqui uma boa explicação sobre quem foi Lucy. A explicação é baseada em um comentário anônimo!

"Lucy" é como um esqueleto da espécie Australopithecus afarensis de 3,2 milhões de anos encontrado na África é conhecido por pesquisadores que buscam as origens da espécie humana. Este esqueleto feminino é de um ser ancestral ao Homo sapiens e nossas origens, para quem acredita no evolucionismo, passa por aí. Ela foi considerada por muito tempo como a mãe de toda a espécie humana. Lucy deixou de ser o esqueleto de hominídeo mais antigo após a descoberta de um novo fóssil da espécie Ardipithecus ramidus, que viveu há 4,4 milhões de anos.
Lucy in the Sky with Diamonds
Sabe porquê este esqueleto é chamado de Lucy? Simplesmente porque, durante as escavações quando encontraram o fóssil, havia um gravador que tocava com frequência a música dos Beatles, Lucy in the Sky with Diamonds.

Eva


Fui procurar uma imagem para o dia das mães. Pensei em Eva, a do Adão. Digitei no google mas só deu a imagem da Eva Mendes, a atriz. Resolvi deixar a foto da Mendes mesmo.

sábado, 8 de maio de 2010

Pessuti em Maringá e no Gente do Paraná

Acabei de gravar em Maringá o Gente do Paraná com o governador Orlando Pessuti.Boa conversa.Contou-me detalhes do impacto do fim da multa do Banestado e também de seu programa de interiorização do Governo.Este programa leva o governo para o interior com todo o secretariado aproximando a administração estadual das prefeituras do interior.Em breve,Londrina também receberá a estrutura do Governo do Estado e,assim como já ocorreu em Maringá, será a capital do Paraná por alguns dias.

sexta-feira, 7 de maio de 2010

Imperialismo versão Londrinense

E não é que a Sercomtel foi inaugurar seus serviços hoje, lá na Expoingá. À partir de agora, a Sercomtel passa a prestar serviços de telefonia também em Maringá iniciando o processo de estadualização de seus serviços. Aliás, isto somente foi possível porque o Sercomtel tem como sócio minoritário a Copel, que disponibilizou sua rede de fibras óticas para serem utilizadas pela Sercomtel.

Coisa nova no lugar de coisa velha

A verdade é que as duas cidades estão cada vez mais próximas, deixando de lado aquela coisa infantil e caipira de disputa que havia antigamente. As forças políticas cada vez interagindo mais, as econômicas também, o que certamente resultará em ganhos para essa grande população que vive neste eixo metropolitano de Maringá e Londrina.

Expoingá 2010

Estive na abertura da Expoingá, hoje. Prestigiada por muitas lideranças políticas, contou com o clássicos discursos de abertura de exposições. Surpreendente foi o discurso do Ministro da Agricultura, Wagner Rossi. Nem tanto pelo conteúdo, a surpresa ficou por conta da veemência com que defendeu seus pontos de vista e a sua desenvoltura no palanque. Performático, agachava-se no palanque como se quisesse aproximar-se da platéia que, aliás, gostou do ministro novo.

Steve McCurry


O fotógrafo Steve McCurry estará em São Paulo a convite do SP Photo Fest e da revista Fotografe Melhor para workshop e palestra no Museu da Imagem e do Som (MIS), entre os dias 20 e 23 de maio.

Conflitos
McCurry que já esteve presente nos maiores conflitos do mundo tornou-se conhecido nos anos 1980 ao fotografar uma menina afegã, Sharbat Gula essa garota de olhos verdes que foi capa da revista National Geographic. Há alguns anos, dois ou três, o fotógrofo retornou ao Afganistão, reencontrou e fotografou de novo a agora adulta Sharbat Gula.

quinta-feira, 6 de maio de 2010

Kireeff é russo


Gosto de ler. Sempre gostei. Quando criança, peguei hepatite, fiquei de cama e lia um livro a cada dois dias de uma coleção de clássicos mundiais que continha de Charles Dickens a Cervantes. Acabou me fazendo bem a hepatite.

Recomendações literárias

Lá no programa Gente do Paraná que apresento na Multi TV e na CNT,sempre faço uma recomendação literária.Livros que li, alguns recentemente, outros nem tanto.Não faço a menor idéia se alguém presta atenção nas minhas recomendações, mas mesmo assim continuo.

Dez dias que abalaram o mundo

Livraço. De autoria do John Reed, jornalista americano formado em Harvard, comunista, o livro "Dez dias que abalaram o mundo" descreve, de forma nada isenta, os acontecimentos da Revolução Russa de Outubro de 1917, a bolchevique.Seu olhar de jornalista, estava na Rússia como representante do Jornal The Masses,dá um tom realmente especial ao relato dos acontecimentos.

Fato importante

A Revolução Russa modificou inteiramente o séc XX.Até a queda do muro de Berlim, com a Prestroika do Gorbachov, a polarização entre URSS e os USA pautou a vida de todo mundo literalmente.

Relações

A mim,o livro causa um impacto muito especial pois um de meus avós era russo. Nasceu em Samara, cidade às margens do Rio Volga. Quando houve a revolução, ainda jovem mudou-se para a China, com minha bisavó e seus irmãos. Meu bisavô nunca pode sair da Rússia. Não era comunista e foi morto pelos revolucionários.

Histórias

Existem algumas histórias que me foram contadas pelo meu pai à respeito dos acontecimentos ocorridos em 1917 que, por sua vez, lhe foram contadas pelas sua tia Tatiana. O livro de John Reed torna-se especialmente interessante pois confirma estes relatos que são praticamente inacreditáveis .Qualquer dia conto alguma destas histórias por aqui...




Crise Grega

Hoje o parlamento Grego aprovou um grande plano de recuperação econômica. Em sítese, corte de gastos, redução de salários, de benefìcios e aumento de impostos: diminuição do déficit público. Tudo isso para superarem a crise que se abateu em seu país pois somente sob estas condições o FMI e os parceiros da zona do euro concordariam em liberar 110 bilhões de euros como empréstimo.

Harlem Globtrotters


Hoje tem Harlem Globtrotters no Moringão. Já fui. Lá no Moringão mesmo, devia ter uns 10 ou 12 anos. A super lotação era tamanha que, mesmo com ingresso na mão, não queriam deixar que entrasse. O porteiro deu uma bobeada e pulei a roleta e saí correndo lá para dentro do Moringão. Foi inesquecível.

Marmelada

Para quem não sabe, é marmelada pura. O time dos Globtrotters realmente conta com jogadores talentosos mas o jogo em si faz parte de um grande show. Há um time escalado para enfrentá-los e perder o jogo mesmo.É mais ou menos a mesma coisa que Telecatch. O quê? Você não sabe o que é Telecatch? Não sabe quem foi Ted Boy Marino?

Telecatch

Telecatch era um programa de televisão que transmitia luta livre. Haviam os lutadores famosos e , entre eles, o Ted Boy Marino, que era o heroi e galã da mulherada. Às vezes ganhava as lutas, outras perdia para os vilões. Entre os vilões, havia gente como Mongol, o Rasputin Barba Vermelha e o Tigre Paraguaio. Tudo marmelada mas, no fundo, todo mundo fazia força para acreditar que era luta livre de verdade...

quarta-feira, 5 de maio de 2010

Opa! Madaram manter o Bibinho detido!

Essa informação veio lá do Faca Amolada:

Ele continua detido no Quartel do Comando Geral da PM, no Centro de Curitiba. Ele é acusado de ter cometido 1.182 vezes o crime de desvio de dinheiro público

A Justiça decretou novamente a prisão preventiva de Abib Miguel, o “Bibinho”, ex-diretor da Assembléia Legislativa do Paraná. A prisão preventiva foi decretada à 1h30 da madrugada desta quarta-feira (5) pela juiza de plantão, Manuela Talão.

A informação de que “Bibinho” continuará preso foi confirmada pelo Ministério Público do Paraná (MP-PR) e pela Polícia Militar (PM). O ex-diretor-geral da Assembléia segue preso no Quartel do Comando Geral da PM, no Centro de Curitiba.
O procurador de Justiça Leonir Battisti, coordenador do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado), explicou que o primeiro pedido de prisão preventiva contra “Bibinho” foi relaxado por causa do habeas-corpus concedido na terça-feira (4).

Os advogados de “Bibinho” tinham conseguido o habeas-corpus para ele na terça-feira, por volta das 18 horas. A liberdade ao ex-diretor-geral havia sido concedida pela juíza substituta de 2.º Grau do Tribunal de Justiça do Estado do Paraná, 2.ª Câmara Criminal, Lilian Romero.

Apesar disso, o ex-diretor-geral da Assembléia não chegou a sair da prisão porque a Justiça decretou a segunda prisão preventiva, por volta da 1h30, a pedido do Gaeco.

Segundo Battisti, o mérito do habeas-corpus concedido na terça-feira deverá ser julgado apenas na próxima semana. “O que habitualmente ocorre é que a defesa já entra com um segundo pedido de habeas-corpus”, afirmou o procurador de Justiça.

Não é fácil

Não é que já soltaram o tal do Bibinho!

Gravações com a Iracema e o João Leal

Agora de manhã, gravei mais uma edição do Gente do Paraná com a Iracema Ferreira dos Santos, presidente do Centro de Apoio Esperança Dr. Renato Viotti. Gostei muito. Ela contou-me um pouco de sua experiência na Amazônia, com indígenas. Imperdível. Também gravei com o João Leal, presidente da Associação dops Moradores do Jardim São Fancisco de Assis, vizinho do Parque Ney Braga.

terça-feira, 4 de maio de 2010

Gilberto Martin

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Entrevista com Dona Iracema dos Santos - Presidente da Centro de Apoio Esperança

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Entrevista com o cartunista Eloir Pacheco

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Produção industrial e demanda.

Olha só essas informações divulgadas pelo UOL.O nível de utilização da capacidade instalada da indústria paulista está em apenas 69,2%, de acordo com o novo indicador divulgado pela Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo). A pesquisa foi feita entre os dias 15 de março e 16 de abril com 247 empresas e tem como referência o mês de fevereiro.
Nuci
Já o Nuci (Nível de Utilização da Capacidade Instalada), divulgado mensalmente, leva em conta as condições normais de funcionamento e não o limite possível, com todas as formas de manobra das empresas para atender a demanda e não perder vendas e participação de mercado. No mesmo período e considerando a mesma base de empresas, o indicador foi de 79,23%. Em março, tendo como base as 620 indústrias que regularmente respondem a essa pesquisa, o número havia sido 81,3%, bem acima do registrado no mês anterior (76,4%).
Antes do aumento da taxa referencial de juros
O lançamento do Nupp às vésperas da decisão do Copom (Comitê de Política Monetária do Banco Central) --quando se espera uma alta na taxa básica de juros-- foi apenas coincidência, segundo Paulo Francini, diretor do Depecon (Departamento de Pesquisas e Estudos Econômicos) da Fiesp, comandada por Paulo Skaf (PSB). "A informação é um bem para a sociedade, não pode ser manipulada", disse, negando motivações políticas.
Entendendo o índice
Para ele, o novo indicador é necessário porque há quem analise a resposta sem entender direito a pergunta, referindo-se à discussão a respeito da pressão da demanda aquecida sobre os preços dos produtos. "Não pode ser interpretado, como erroneamente se interpreta, que um número elevado [do Nuci] mostra esgotamento da capacidade de produção", afirmou. O levantamento aponta ainda que 76% das empresas entrevistadas conseguiriam atingir a produção plena em até seis meses, se necessário.

O porquê da capacidade ociosa
Entre as razões apontadas para a produção efetiva no mês de referência ter sido menor do que o limite possível estão demanda insuficiente (57,9%), limitação dada por paradas imprevistas (16,4%), abastecimento insuficiente de matéria-prima (12,6%), sazonalidade (11,5%) e ociosidade planejada (10,4%). A questão podia ser respondida com múltiplas escolhas. Questionando sobre qual seria o percentual preocupante, que passaria a pressionar a inflação, Francini não quis arriscar um número, mas lembrou, que, nos Estados Unidos, 83% é o Nupp apontado como alerta para elevação de preços.
Desaceleração da indústria no segundo semestre
A atividade da indústria brasileira deve registrar desaceleração no segundo trimestre deste ano, aponta o Índice de Confiança do Consumidor, calculado pela FGV (Fundação Getúlio Vargas). O ICI caiu 1% em abril, para 115,3 pontos, puxado por uma redução nas previsões futuras dos empresários.
Aumentam o juros, cai o índice.
Para Aloisio Campelo, coordenador do Núcleo de Pesquisas e Análises Econômicas da FGV, a redução no Índice de Expectativas --de 115,7 pontos para 110,5-- está associada à perspectiva de aumento de juros na economia (a pesquisa foi realizada antes da decisão do Banco Central de subir a Selic em 0,75 ponto percentual) e ao fim do benefício fiscal à indústria de bens duráveis.
"A queda pode estar ligada ao fato de a atividade já ter melhorado muito, associado à expectativa do aumento de juros, que pode gerar desaceleração", afirmou.
Produção para o próximo semestre
Entre os três indicadores que apontam as perspectivas da indústria, a produção prevista para o próximo trimestre foi o que sofreu a maior queda, de 137,2 pontos em março para 126,2 neste mês (-8,7%). As previsões para o emprego e para a situação futura dos negócios tiveram quedas leves, mantendo-se em níveis bem acima da média histórica. "O emprego e a situação ainda estão bons, o que mostra que essa desaceleração não deve ser nem tão forte, nem tão duradoura", disse Campelo. "O cenário embute alguma expectativa de desaquecimento, mas ainda com bastante otimismo."

Situação atual
Os indicadores que dizem respeito à situação atual da indústria, porém, apontam para atividade forte neste mês. O Índice da Situação Atual ficou em 120 pontos no mês, pouco abaixo da máxima da série histórica, de 121,3, em dezembro de 2007. Entre os três indicadores que compõem o índice, o destaque ficou para a situação atual dos negócios, em 136,2 pontos, o maior nível da série, iniciada em 1995. "Abril foi um mês bastante forte para a indústria brasileira", afirmou o economista da FGV.

Elevando-se os juros...
É muito esquisito mesmo. A elevação dos juros de fato deve reprimir o consumo e ,se este for o motivo da pressão inflacionária, deve fazer efeito e controlar a aceleração da inflação.Mas o ruim é que, da mesma forma que há desetímulo ao consumo, também há inibição de investimentos na amliação da produção,o que seria uma outra forma de combater uma inflação por excesso de consumo: aumentar a produção ao invés de conter o consumo.

Razão
A razão pela qual o Governo Federal opta por este caminho e não ousa instituindo um grande plano de ampliação da produção, não consigo entender. Juros baixos, financiamentos fartos para a aquisição de máquinas e equipamentos industriais poderiam equilibrar o consumo e a produção de maneira definitiva. A opção pelo aumento dos juros, pelo contrário, apenas posterga a manifestação de um desequilíbrio entre oferta e demanda, se é que ele de fato existe, não criando condições para que haja o equilíbrio necessário a pleno consumo, à plena produção, ao pleno emprego, à plena arrecadação de tributos, ao crescimento pleno.